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Estado de Minas SAúDE

Especialista diz que mamografia não é culpada pelo excesso de câncer de mama

Radiologista critica as pessoas que dizem que o exame das mamas confunde o diagnóstico da doença


postado em 14/12/2017 14:03 / atualizado em 14/12/2017 14:43

Dados da Sociedade Americana de Câncer mostram que o tumor que afeta as mamas responde por quase 25% de todos os diagnósticos de câncer em mulheres em todo o mundo. Grande parte dos novos casos e das mortes, entretanto, ainda acontece em países em desenvolvimento. Portanto, a prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para evitar essa grave doença.

Fazer mamografia, anualmente, depois dos 40 anos de idade é um importante recurso para diagnosticar e tratar a doença ainda num estágio inicial, permitindo que a paciente tenha mais qualidade de vida nessa fase. Porém, essa prática ainda gera discussão entre os especialista. De acordo com a médica radiologista Vivian Schivartche, do CDB Medicina Diagnóstica, "sempre que sai na imprensa um artigo contra mamografia, muitas mulheres deixam de fazer exame".

A especialista defende o diagnóstico precoce do câncer de mama, principalmente porque um tumor tratado em estágio inicial aumenta muito as chances de cura da paciente e evita que ela passe por um processo mais agressivo, que, certamente, pode comprometer a qualidade de vida e impedir de ter uma vida normal. “Além de fazer mamografia todos os anos, mulheres com mais de 40 anos têm de prestar muita atenção nas mamas, a fim de perceber a existência de nódulos, alterações na pele, inchaço e dor incomuns, bem como alterações e secreções no mamilo. Vale a pena ressaltar, também, que mulheres com mais de 55 anos, com mamas densas e que têm histórico de câncer na família, são mais suscetíveis à doença", esclarece a especialista.

Totalmente contra os artigos que desabonam o papel da mamografia no rastreamento do câncer de mama, Vivian Schivartche relembra as disposições da Sociedade Norte-americana de Radiologia: "A mamografia não é um exame perfeito, já que possui algumas limitações, principalmente em pacientes com mamas densas. Por isso, em alguns casos, realizamos exames adicionais, como o ultrassom e a ressonância magnética. De todo modo, ela ainda é considerada o padrão-ouro em termos de diagnóstico precoce do câncer de mama. Em anos recentes, a tomossíntese mamária se mostrou um avanço no diagnóstico da doença, já que aumentou em 15% a detecção de tumores bem pequenos, em relação à mamografia convencional".

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