Psoríase, apesar de incurável, pode ser revertida com tratamento adequado

Por ser autoimune, a inflamação na pele pode surgir ou desaparecer de forma repentina

por Da redação com assessorias 21/12/2017 08:39

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U.S. Department of Veterans Affairs/Reprodução
A psoríase é uma doença autoimune caracterizada por manchas avermelhadas na pele e que apresentam descamação na região central (foto: U.S. Department of Veterans Affairs/Reprodução)
Dentre as inúmeras doenças autoimunes que acometem as pessoas, a psoríase ao menos não traz consequências mais graves e pode ser devidamente tratada. A doença causa inflamação crônica da pele. Apesar de ainda não ter cura, é possível fazer com que os sintomas fiquem inativos, dependendo do tipo de tratamento e do grau da enfermidade. Caracterizada pela ocorrência de placas avermelhadas (eritemas) e descamativas em determinadas regiões do corpo, a psoríase causa coceira e ardor ao paciente, que deve tomar precauções e ficar atento aos fatores que contribuem para o agravamento do quadro.

As lesões características da doença ocorrem, principalmente, no couro cabeludo e nos cotovelos e joelhos, mas também podem aparecer em outras regiões, como mãos, costas, abdômen, axilas, virilha e até na dobra cubital (oposta ao cotovelo). "Normalmente, são placas avermelhas bem delimitadas, salientes e que descamam no centro, devido ao alto grau de ressecamento causado pela inflamação. Também existem lesões menores, chamadas pápulas, que podem apresentar formato de gota [psoríase gutata]", explica a química Maria Inês Harris, consultora da Biobalance.

Apesar de atingir diferentes regiões do corpo, é possível obter longos períodos de inatividade ou desaparecimento total dos sintomas da psoríase, por meio de tratamentos adequados a cada caso. Para graus leves e moderados da patologia, a hidratação da pele, comada à exposição ao Sol e à aplicação de cremes de uso tópico prescritos por um médico especialista são formas de tratamento. "Conforme as manifestações melhoram no paciente, tais medidas podem ser reduzidas gradativamente", comenta a especialista.

Nos casos mais agudos, o tratamento passa a ser combinado com outras terapias, como a fototerapia (banhos de luz artificial UVA e UVB) e até ao uso de medicamentos. "Como medida para conter avanços inesperados, esses métodos de controle devem ocorrer de forma alternada, durante o período determinado pelo especialista ou até que o paciente consuma o número máximo de doses sugeridas", afirma a química.

Corticoides

Maria Inês Harris lembra que existem, no mercado, opções de medicamentos e pomadas livres de corticoides, parabenos e fragrâncias, que podem causar reações alérgicas e adversas.

Os corticoides são comprovadamente eficazes contra a psoríase, mas, quando utilizados em demasia, ou por muito tempo, podem provocar resultados indesejados. "Entre os efeitos adversos, essas substâncias podem desenvolver a síndrome de Cushing, caracterizada pela elevação de cortisol na corrente sanguínea, o que traz sintomas como ganho de peso, aumento de apetite, surgimento de estrias e celulite, gastrite, osteoporose, diabetes, entre outros problemas", alerta a especialista.

Vale dizer que a interrupção dos sintomas da psoríase por meio do tratamento não garante que a doença não voltará a se manifestar. Em alguns casos, as manchas reaparecem e tornam a desaparecer sem uma causa aparente. Também não é incomum pacientes apresentarem quadros totalmente diversos e até contrários uns dos outros. "Por isso, o ideal é manter os cuidados diários, como hidratação e proteção da pele, exposição ao Sol e prática de atividades relaxantes", aconselha Maria Inês.

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