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Estado de Minas SAúDE

OMS alerta para a redução nos esforços de erradicação da malária

A doença continua fazendo muitas vítimas, especialmente na África


postado em 25/04/2018 12:43 / atualizado em 25/04/2018 13:04

Nesta quarta, dia 25 de abril, é lembrado o Dia Mundial da Malária. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os esforços globais para combate a essa doença típica de países tropicais está numa espécie de "encruzilhada", já que, após um período de sucesso sem precedentes no controle da enfermidade, ocorreu uma estagnação.

Dados da entidade revelam que, em 2016, foram contabilizados cerca de 216 milhões de casos de malária em 91 países – o que equivale a um aumento de cinco milhões de vítimas em relação ao ano anterior. As mortes pela doença totalizaram 445 mil no mesmo período, número similar ao registrado em 2015 (446 mil mortes).

"O ritmo atual [de combate à doença] é insuficiente para atingir os marcos definidos para 2020 por meio do documento Estratégia Técnica Global da OMS para a Malária 2016-2030, sobretudo no que diz respeito às metas, como a redução de 40% na incidência de casos e mortes pela doença", informa o documento da entidade ligada à ONU.

Ainda no comunicado, a OMS lembra que são 70 anos de combate a uma das doenças mais antigas da humanidade e que o continente africano, sozinho, responde por 90% do total de casos e 91% das mortes por malária. "Os países onde há transmissão de malária estão se posicionando de forma cada vez dicotômica: aqueles que estão se encaminhando rumo à eliminação da doença; e aqueles com alta carga da malária e que reportam aumento significativo de casos".

A doença

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a malária é uma enfermidade infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se o quadro for tratado em tempo oportuno e de forma adequada. Caso contrário, o problema pode evoluir de forma grave e levar até ao óbito.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça ou no corpo, náuseas, calafrios e sudorese excessiva. O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, como gravidez; e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença.

No Brasil

A maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, do Amapá, do Amazonas, do Maranhão, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, de Roraima e do Tocantins.

Para quem esteve em áreas onde há circulação de malária nos últimos seis meses, a orientação é contar o fato a um profissional de saúde. "E, antes de ir para uma área que tem malária, procure orientação sobre prevenção", informa o Ministério da Saúde.

(com Agência Brasil)

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