Cientista britânica cria a mulher 'perfeita'

Ela alterou vários 'defeitos' evolutivos da espécie humana

por João Paulo Martins 13/06/2018 15:50

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Science Museum Group/Reprodução
A pedido do Museu de Ciências do Reino Unido, a anatomista Alice Roberts criou a estrutura de como deveria ser a mulher "perfeita" (foto: Science Museum Group/Reprodução)
O Museu de Ciências do Reino Unido fez um desafio para a anatomista e antropóloga Alice Roberts, da Universidade de Birmingham e apresentadora da rede britânica de TV BBC: ela deveria apresentar a estrutura da mulher "perfeita", sem qualquer tipo de deficiência adquirida pelos humanos ao longo da evolução natural.

Na ideia da cientista, em resumo, as mulheres teriam uma aparência diferenciada devido às orelhas de morcego, às pernas compridas e à "bolsa" (como os marsupiais) para carregar os bebês.

Ela aproveitou as características benéficas existentes no reino animal e fez uma readequação de si mesma. O resultado dessa "empreitada curiosa" faz parte de um documentário da BBC intitulado Can Science Make Me Perfect? (Pode a Ciência Me Deixar Perfeita?, em tradução livre). Além disso, a escultura em 3D da "nova espécie" ficará em exibição no Museu de Ciências, em Londres.

Ao blog do museu, Alice Roberts conta que se inspirou em diversos animais para construir a mulher ideal, incluindo peixes, cães, cefalópodes (moluscos), aves e chimpanzés.

Ainda conforme a antropóloga, uma das mudanças foi substituir a pele humana pela dos répteis para proteger a "nova espécie" dos raios ultravioletas do Sol. Quanto ao aparelho respiratório, a sugestão foi usar o sistema das aves, para melhorar o fluxo de entrada de oxigênio. Ela também decidiu que seriam necessárias artérias adicionais ligadas ao coração, como ocorre nos cães e nos porquinhos da índia. Com isso, o fluxo de sangue seria mantido mesmo em caso de entupimento de algum desses canais, o que reduz o risco de um ataque cardíaco.

Mas, o que mais está chamando a atenção dos internautas em relação à versão "aperfeiçoada" da mulher é a presença do marsúpio, ou seja, da bolsa externa presente em mamíferos como cangurus e gambás, além da orelha pontiaguda dos morcegos, que ajuda a proteger o ouvido.

Outra mudança drástica realizada pela anatomista foi a subsituição das pernas humanas. A "nova espécie" recebe membros inferiores similares aos do avestruz. De acordo com Alice Roberts, nossas pernas atuais são pensadas para serem multifuncionais, o que gerou vários problemas, como a fragilidade da patela, no joelho. Apesar de não ser apta a escalar árvores ou montanhas, a mulher "perfeita" poderá correr mais rapidamente como as enormes aves africanas.

(com Agência Sputnik)

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