Entenda a rosácea, doença que pode afetar o goleiro Alisson

O jogador da Seleção Brasileira apresenta os sinais típicos da condição no rosto

por João Paulo Martins 02/07/2018 13:52

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação
Os sinais no rosto do goleiro Alisson, da Seleção Brasileira, são indicativos de que o jogador pode ser vítima de uma condição da pele chamada rosácea (foto: Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação)
Apesar de fãs e torcedores estarem preocupados apenas com os jogos da Seleção Brasileira na fase "mata-mata" da Copa do Mundo da Rússia de 2018, um detalhe vem chamando a atenção: o goleiro Alisson Becker, de 25 anos, titular do Brasil e que atua também no Roma, da Itália, vem demonstrando ser vítima de uma doença de pele considerada incurável.

O atleta brasileiro, que é natural de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, e descendente de alemães, seria portador da rosácea. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), trata-se de uma doença vascular inflamatória crônica, que afeta entre 1,5% e 10% da população. "Ocorre principalmente em adultos entre 30 e 50 anos de idade. É mais frequente em mulheres, porém atinge muitos homens e, neles, o quadro tende a ser mais grave, evoluindo continuamente com rinofima, ou aumento gradual do nariz por espessamento e dilatação dos folículos. Raramente ocorre em negros", informa a entidade médica, em texto compartilhado em seu site oficial.

Como não existe uma causa conhecida para a rosácea, o goleiro Alisson estaria enquadrado no grupo de pacientes que são vítimas da doença devido à predisposição individual. De acordo com a SBD, ela é mais comum em brancos e descendentes de europeus e 30% dos casos têm origem familiar, o que seria evidência de uma possível origem genética. "Há forte influência de fatores psicológicos, como estresse. Hoje, considera-se importante a participação de um ácaro da flora normal da pele chamado de Demodex folliculorum, e da bactéria Bacillus oleronius", afirma a entidade.

A principal característica da rosácea é a presença de eritemas (vermelhidão da pele) e telangiectasias (linhas avermelhadas) na região central da face, acompanhadas de urticárias e erupções cutâneas. Conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o paciente pode apresentar pioras diárias relacionadas às atividades, alimentação, estresse e outros fatores. "Caracteriza-se por uma pele sensível, geralmente mais seca, que começa a ficar eritematosa [vermelha] facilmente e se irrita com ácidos e produtos dermatológicos, no geral. Aos poucos, a vermelhidão tende a ficar permanente e aparecem vasos finos [telangiectasias], pápulas e pústulas que lembram a acne, podendo ocorrer edemas e nódulos. Fequentemente, surgem sintomas oculares, de olho seco e sensível à inflamação nas bordas palpebrais. Na fase pré-rosácea, há eritema discreto na face, que se agrava com surtos de duração variável, surgindo espontaneamente ou pela ação de fatores citados. Aos poucos, os episódios podem se tornar frequentes e até permanentes", esclarece a SBD.

Infelizmente, não há cura para a rosácea, mas há tratamento e formas de controlar o aparecimento da doença. A entidade orienta que todos os agravantes ou desencadeantes devem ser afastados ou controlados, como bebidas alcoólicas, exposição solar, vento, frio e ingestão de alimentos quentes. "O tratamento se inicia com sabonetes adequados; protetor solar com elevada proteção contra UVA e UVB e com veículo adequado à pele do paciente; e uso de antimicrobianos tópicos e antiparasitários. Depois dessa fase, pode ser preciso o uso de derivados de tetraciclina (antibiótico) orais".

O uso de laser ou luz pulsada podem contribuir para a minimização dos efeitos da rosácea, especialmente das telangiectasias. "É importante enfatizar que o uso de filtros solares cotidianamente no rosto é fundamental para controle da doença e manutenção dos resultados, pois a radiação ultravioleta é um fator desencadeante e agravante. Outros fatores agravantes são bebidas alcoólicas, bebidas quentes ou condimentados, temperatura muito fria ou muito quente, medicamentos vasodilatadores e fatores emocionais", completa a SBD.

Últimas notícias

Comentários