Funai divulga imagens de índio que vive isolado na floresta amazônica

Ele é o único sobrevivente de sua tribo, dizimada pelos invasores na década de 1990

por Encontro Digital 23/07/2018 09:25

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Facebook/Funaioficial/Reprodução
Funcionários da Funai apenas acompanham, de longe, o único índio de uma tribo que vivia na Amazônia, em Rondônia, mas foi dizimada nos anos 1990 (foto: Facebook/Funaioficial/Reprodução)
Na quarta, dia 18 de julho, a Fundação Nacional do Índio (Funai) divulgou imagens inéditas de um índio que vive isolado na Amazônia. A Funai observa esse indivíduo há 22 anos, planejando ações de vigilância do território onde vive e garantindo sua proteção contra ameaças externas.

Conhecido como o "índio do buraco", ele é o último sobrevivente de sua etnia. De acordo com a Funai, na década de 1980, a colonização desordenada, a instalação de fazendas e a exploração ilegal de madeira em Rondônia provocaram sucessivos ataques aos povos indígenas isolados, num constante processo de expulsão de suas terras e de morte.

Ainda conforme a fundação, após o último ataque de fazendeiros ocorrido no final de 1995, o grupo do índio isolado que provavelmente já era pequeno (a partir de relatos, a equipe local acreditava serem seis pessoas) tornou-se um só indivíduo. Os culpados jamais foram punidos. Em junho de 1996, a Funai teve o conhecimento da existência e da traumática história deste povo, a partir da localização de acampamento e outros vestígios de sua presença.

Abaixo, imagens gravadas pela instituição:


Quando há a presença confirmada ou possível de povos indígenas isolados fora de limites de terras indígenas, a fundação se utiliza do dispositivo legal de restrição de uso (interdição de área), visando a integridade física desses povos em situação de isolamento, enquanto se realizam outras ações de proteção e tramitam processos de demarcação de terra indígena.

A atual delimitação da Terra Indígena Tanaru, onde vive o índio isolado, foi estabelecida em 2015, por meio de portaria que prorrogou a interdição de área por mais 10 anos. A área demarcada tem 8.070 hectares. As primeiras interdições de área ocorreram na década de 1990, logo após a confirmação da existência do indígena no local.
Funai/Divulgação
O indígena vive sozinho numa cabana simples e ganha ajuda de funcionários da Funai, que deixam sementes e ferramentas em locais específicos da mata (foto: Funai/Divulgação)

A partir da confirmação da presença do índio isolado, em 1996, a Funai realizou algumas tentativas de contato, mas logo recuou ao perceber que não era da vontade dele. A última tentativa ocorreu em 2005. Deste então, os servidores que o acompanham deixam apenas algumas ferramentas e sementes para plantio em locais que ele passa frequentemente. Por volta de 2012, o órgão registrou algumas roças de milho, batata, cará, banana e mamão plantadas pelo indígena, que vive basicamente desses alimentos e da caça.

Nos últimos 10 anos, a Funai realizou 57 incursões de monitoramento do indígena e cerca de 40 viagens para ações de vigilância e proteção da área Tanaru.

(com Agência Brasil)

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