
De acordo com a pesquisa, 35,3% dos entrevistados pretendem presentear na data. Entre eles, 81,7% também compraram presentes em 2025. Neste ano, 48,3% desse grupo afirmam que pretendem gastar mais, principalmente porque consideram que os presentes estão mais caros. Outros 39,7% planejam desembolsar o mesmo valor do ano passado, enquanto 10,3% pretendem gastar menos. Já 1,7% não souberam informar ou preferiram não responder.
Entre os 61,7% que não pretendem presentear, 54,8% afirmam não ter ninguém para presentear. Restrições financeiras são apontadas por 20,2%, enquanto 16,9% citam falta de interesse ou o hábito de não dar presentes. Distância física da pessoa homenageada (3,2%) e falta de tempo para as compras (1,6%) também aparecem entre as justificativas. Outros 3,2% não responderam.
O Dia das Crianças abre o chamado supertrimestre do comércio, período que também inclui a Black Friday, em 27 de novembro, e o Natal. Para a CDL/BH, a expectativa é positiva, mas de crescimento moderado. “Ainda estamos com juros elevados, o que dificulta as compras a prazo. O consumidor está mais consciente e procurando não se endividar, o que é muito positivo”, destaca o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. “O Dia das Crianças é uma data que aquece o varejo e é um termômetro para as vendas de Natal”, completa.
Maioria pretende pagar à vista
O pagamento à vista será a escolha de 57,7% dos consumidores. O Pix aparece na liderança, com 31%, seguido pelo dinheiro, com 15,5%, e pelo cartão de débito, com 11,3%.
Já o cartão de crédito é a preferência de 39,4% dos entrevistados. Entre aqueles que pretendem parcelar as compras, a média será de até cinco parcelas. A possibilidade de parcelamento é a principal justificativa para a escolha dessa modalidade, citada por 35,7%, seguida pelo acúmulo de pontos ou milhas, com 17,9%.
Brinquedos lideram preferência
Os brinquedos aparecem como principal opção de presente, citados por 52,1% dos consumidores. Em seguida estão roupas, como blusas, pijamas e calças, com 28,2%.
Calçados, cosméticos, eletrônicos e material esportivo aparecem com 4,2% cada. Guloseimas, como cestas de bombons ou chocolates, foram mencionadas por 2,8%, enquanto acessórios para bebê e bolsas, mochilas ou malas registraram 1,4% cada. Outros 23,9% ainda não decidiram o que comprar. A pergunta permitia múltiplas respostas.
Lojas físicas concentram intenção de compra
As lojas físicas continuam como principal canal para as compras do Dia das Crianças. Entre os entrevistados, 50,7% pretendem comprar exclusivamente em estabelecimentos físicos, enquanto 25,4% devem combinar compras presenciais e pela internet. Com isso, o varejo físico aparece na intenção de compra de 76,1% dos consumidores.
Shopping centers são citados por 29,6%, enquanto 26,8% pretendem comprar em sites. Lojas de rua localizadas em centros comerciais de bairros aparecem com 16,9%, seguidas pelas do hipercentro, com 12,7%.
Também são mencionados shoppings populares (11,3%), pequenos comerciantes autônomos (7%), estabelecimentos de serviços essenciais, como mercados (4,2%), redes sociais (2,8%) e outlets (1,4%). Outros 2,8% não souberam ou não responderam.
O levantamento indica ainda que 64,8% dos consumidores pretendem comprar o presente na semana do Dia das Crianças, na véspera ou no próprio dia 12 de outubro. “A pesquisa mostra um consumidor mais seletivo e atento aos preços. Como ele tem privilegiado o pagamento à vista, a expectativa é de que as compras se concentrem após o quinto dia útil do mês, quando boa parte dos consumidores já recebeu o salário. Para o lojista que estiver preparado, com estoque adequado, preços competitivos e bom atendimento, os dias que antecedem o 12 de outubro representam uma oportunidade para aumentar as vendas e fidelizar os clientes”, afirma o presidente da CDL/BH.
Filhos, sobrinhos e netos estão entre os presenteados
Filhos ou enteados lideram entre aqueles que receberão presentes, citados por 28,2% dos entrevistados. Na sequência aparecem sobrinhos, com 26,8%, netos, com 23,9%, e afilhados, com 14,1%.
Na hora de escolher onde comprar, o preço baixo é o principal fator considerado pelos consumidores, citado por 40,8%. Bom atendimento e qualidade ou durabilidade do produto aparecem em seguida, ambos com 16,9%.
Já para decidir qual presente comprar, o desejo de quem será presenteado é o principal critério, mencionado por 36,6% dos entrevistados. Desconto ou preço aparece com 35,2%, seguido pela qualidade do produto, com 33,8%.
A pesquisa ouviu presencialmente 200 consumidores em pontos de grande fluxo de Belo Horizonte entre os dias 19 e 22 de agosto. Considerando a amostra como aleatória, o levantamento tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 6,9%.