Confira alguns mitos e verdades sobre a cachaça

A bebida típica de Minas ainda gera dúvidas, como a influência da cor na qualidade do produto

por Da redação com assessorias 29/06/2017 12:25

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Paulo Márcio/Encontro
Sabia que a coloração da cachaça não está ligada à qualidade da bebida? Tire essa e outras dúvidas sobre este produto típico de Minas Gerais (foto: Paulo Márcio/Encontro)
Quando se fala em bebidas mineiras, com certeza dois nomes logo vêm à cabeça: café e cachaça. O destilado, também chamado de aguardente, apesar de ser um conhecido de muitos brasileiros, ainda gera dúvidas e é cheio de mitos.

O especialista em cachaças Rafael Araújo, do site Cachaçaria Nacional, ajuda a desvendar alguns mitos e verdades sobre a bebida, que pode ser usada em saborosas receitas e combina com o limão para produzir o famoso drinque caipirinha.

A cachaça boa é só a amarela
Mito. A cachaça branca, que não possui envelhecimento, é pura em sua essência, segundo o especialista. Ela serve de base para produção da amarela. Portanto, quanto melhor a cachaça branca, melhor será sua versão envelhecida.

Quanto mais velha, melhor é a cachaça
Mito. "O tempo de envelhecimento não determina se a cachaça é melhor ou pior", diz Rafael Araújo. Ele lembra que, geralmente, o maior tempo de envelhecimento faz com que a bebida tenha maior complexidade em suas notas sensoriais, especialmente quando são usados barris de madeiras nobres.

Cachaça artesanal é melhor do que a industrial
Depende.
Como mostra o especialista, a produção artesanal costuma ter maior cuidado. "O pequeno produtor acompanha todo o processo de destilação para separar a cabeça [primeira porção da destilagem] e a calda [última porção]. Estes dois elementos possuem substâncias nocivas à saúde e atrapalham completamente o sabor da cachaça", esclarece Rafael. No processo industrializado de coluna, pelo grande volume produzido, às vezes, não se consegue extrair todas as impurezas da bebida.

O preço da cachaça é proporcional à sua qualidade
Mito.
"Cada produtor tem seus custos de produção e investe em garrafas personalizadas. Isso altera o preço final", explica. O especialista lembra que a forma e o tempo de envelhecimento costumam ser responsáveis por nivelar as marcas. "Temos o exemplo de campeãs em concursos mundiais no valor de até R$ 35", comenta Rafael Araújo.

A cachaça deve ser tomada em pequenos goles
Verdade. Costuma-se dizer em 'micro goles', pois a bebida deve ser degustada lentamente, permitindo que 'rode' toda a boca e, com isso, a pessoa possa sentir o sabor.

Cachaça dá dor de cabeça
Depende. "Cachaças mal produzidas podem dar dor de cabeça. É justamente a que não separa a cabeça e a calda". Claro que a bebida bem produzida não dá dor de cabeça se for consumida de forma consciente. "O segredo é tomar com moderação, acompanhada de um copo d'água".

Cachaça abre o apetite
Verdade. A cachaça aumenta o apetite devido à sua complexidade, que ajuda a 'abrir' as papilas gustativas, preparado-as para a refeição.

A cachaça muito forte queima a garganta
Verdade. Quanto maior o teor alcoólico, maior a sensação de 'queimadura' ela provoca. "Mas, depende bastante da forma como se degusta. O ideal é que antes de engolir, coloque uma pequena quantidade na língua e rode em toda boca, misturando com a saliva", esclarece o especialista. Ele lembra que o primeiro gole costuma ser 'mais forte', porém, os próximos devem ser mais agradáveis. Ele recomenda que os iniciantes provem primeiramente bebidas com teor alcoólico de até 40%.

Cachaça tem prazo de validade indeterminado
Verdade. Segundo Rafael, se for acondicionada em local seco, longe do Sol e lacrada, a cachaça possui prazo indeterminado de validade.

Cachaça e aguardente são sinônimos
Mito. Pela legislação brasileira, cachaças possuem teor alcoólico entre 38% e 48%. Acima disso, a bebida passa a ser chamada de aguardente.

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