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Estado de Minas BEM-ESTAR

Açúcar vicia que nem as drogas?

A sacarose afeta o cérebro, induzindo ao maior consumo, o que pode levar a problemas graves no decorrer do tempo


postado em 05/12/2017 12:58 / atualizado em 05/12/2017 13:18

A vontade incrontrolável de comer doce, pode ter um motivo: o açúcar (sacarose) tem a capacidade de viciar. A substância, assim como as drogas mais conhecidas, incluindo álcool e cigarro, tem a capacidade de desenvolver dependência nas pessoas. Segundo a endocrinologista Sandra Mara Villares, do hospital Edmundo Vasconcelos, de São Paulo, isso acontece porque uma parte específica do cérebro é acionada.

A sensação extremamente prazerosa ao consumir doces é percebida não somente pelas papilas gustativas – presentes principalmente na língua –, mas também pelo cérebro. Segundo a médica, há áreas no hipotálamo (região encefálica que controla a temperatura corporal, fome e sede) que são estimuladas quando a pessoa ingere produtos com açúcar, provocando a vontade de consumir novamente.

Assim como as drogas, a sacarose pdoe se tornar um vício e funcionar como uma espécie de válvula de escape para situações de estresse e tristeza. Sandra Villares afirma que, nesses momentos, a pessoa acaba procurando ingerir açúcar para se sentir melhor. Porém, muita gente não sabe que esse prazer momentâneo pode acarretar em problemas futuros – até graves. O consumo em excesso da sacarose é ponto inicial para o desenvolvimento de doenças em diferentes partes do corpo.

De acordo com a endocrinologista, o excesso do ingrediente básico de muitas guloseimas pode ser transformado em gordura no fígado e parte se desloca para a circulação sanguínea. Neste caminho, a gordura é armazenada em diferentes locais não usuais, como os músculos, dificultando o consumo da glicose e aumentando a glicemia.

Em resposta a essa alteração, o pâncreas libera mais insulina, com o intuito de diminuir os níveis glicêmicos. Sandra alerta que o excesso de gordura desenvolve uma resistência ao hormônio e, com mais açúcar no sangue, as consequências podem ser sentidas em todo corpo, como coração e vasos, levando a síndrome metabólica e podendo desenvolver o temido diabetes.

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