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Estado de Minas BEM-ESTAR

Qual a melhor opção: óleo de coco ou azeite?

Entenda se a substituição do azeite de oliva pelo óleo de coco, no preparo dos alimentos, faz bem para a saúde


postado em 27/02/2018 17:38 / atualizado em 27/02/2018 17:38

Muitas pessoas questionam se vale a pena trocar o azeite por óleo de coco na hora de cozinhar. Em comparação com uma colher de sopa de azeite, a mesma quantidade de óleo de coco contém cerca de seis vezes mais gordura saturada, chegando perto do limite diário de cerca de 13 gr,q ue é recomendado pela Associação Americana do Coração (American Heart Association). Como se sabe, a ingestão excessiva de gordura saturada é associada ao aumento dos níveis de LDL, o colesterol considerado "ruim", o que aumenta o risco de doenças cardíacas.

Além disso, o azeite é o principal componente da chamada dieta mediterrânea, que é considerada uam aliada do coração, por conter gorduras benéficas poliinsaturadas e monoinsaturadas. "Entre os dois óleos, o azeite é a melhor escolha, já que as gorduras monoinsaturadas podem ter um efeito benéfico para o coração, quando consumidas com moderação e usadas para substituir gorduras saturadas e trans na dieta", comenta a nutricionista Annessa Chumbley, porta-voz da Associação Americana do Coração, em entrevista para o jornal americano The New York Times.

Embora algumas pesquisas tenham associado o ácido graxo presente no óleo de coco, o ácido láurico (ou dodecanoico), a níveis elevados de HDL, o colesterol "bom", ele acaba gerando um efeito inverso e aumentando a produção de LDL. Os defensores desse tipo de óleo vegetal dizem que ele é rico em fitoquímicos, com propriedades antioxidantes. Embora seja verdade que o óleo de coco extravirgem, assim como o azeite extravirgem, possui componentes benéficos, a maioria dos produtos vendidos no mercado é refinada, ou seja, fornece apenas parte desses antioxidantes. Mas, ainda que seja usado o óleo de coco extravirgem, "os efeitos de gordura saturada superam os efeitos benéficos dos antioxidantes", afirma o pesquisador Qi Sun, da Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, em conversa com o New York Times.

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