Médica alerta para a 'moda' dos superalimentos

Para especialista americana, esses alimentos, sozinhos, não são sinônimo de saúde

por João Paulo Martins 25/06/2018 17:48

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Como alerta a pediatra americana Nina Shapiro, não adianta comer inúmeros superalimentos, como as berries, como forma de prevenção de problemas de saúde (foto: Pixabay)
Açaí, goji berry e quinoa. Estes são exemplos de superalimentos, que vêm ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo. São pessoas que buscam os efeitos benéficos associados a esse tipo de produto. Previne e trata o câncer e evita doenças graves? De acordo com a escritora e famosa pediatra americana Nina Shapiro, a comida, sozinha, não pode fazer isso. "Quando falamos de superalimentos, pensamos principalmente em frutas com alto teor de antioxidantes. E é um equívoco. Não existe tal coisa. Existem alimentos que são bons para você e os que não são bons, mas a ideia de um superalimento para tratar ou prevenir uma doença é falsa", diz a especialista em entrevista para o portal americano de notícias Business Insider.

A pediatra é autora do livro Hype, que desmistifica vários mitos médicos, alegações exageradas e conselhos equivocados. Ela lembra que os chamados superalimentos evoluíram com o tempo e que, por exemplo, não tinham essa denominação nos anos 1970, mas, naquela época, já havia a recomendação do consumo de produtos saudáveis %u200B%u200Bque eram considerados superalimentos, incluindo as massas. Até o frozen yogurt (iogurte congelado) foi considerado um superalimento nos anos 1980 e 1990, porque era mais saudável do que sorvete, como exemplifica Shapiro.

"Eu acho que muitos dos superalimentos de hoje são coisas difíceis de pronunciar. Então, quanto mais difícil para pronunciar, melhor é. Como cúrcuma, quinoa e muitas das berries, incluindo a goji. Nós falamos sobre blueberries [mirtilo] e framboesas há alguns anos como sendo superalimentos. Agora, temos o açaí como outro superalimento", comenta a especialista americana.

Para a médica, deixar de consumir um superalimento não significa perda de nutrientes ou da capacidade de fortalecimento do organismo. Ela recomenda a ingestão de muitas frutas vermelhas e grãos integrais e a manutenção de uma dieta balanceada como forma de obter os antioxidantes e as vitaminas que compõem qualquer superalimento.

"As pessoas têm a falsa noção de que, se estiverem comendo superalimentos em quantidade elevada, isso as manterá saudáveis %u200B%u200Be não precisarão fazer mais nada para cuidar da saúde", afirma Nina Shapiro. O problema, como mostra a pediatra, é que não adianta ingerir inúmeros superalimentos se não tomar a vacinar contra a gripe, por exemplo. "Isso não significa que você não vai pegar gripe. Se você está comendo muitos superalimentos e não faz exames básicos de câncer, com base na sua idade, isso não impedirá o tumor. Então, acho que há um problema grave em comer superalimentos como se fossem a melhor coisa a se fazer para a saúde", completa a escritora.

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