Vecchio Sogno apresenta ambiente remodelado e surpresas no cardápio

A cozinha do restaurante segue sob o comando do renomado chef Ivo Faria

por Carolina Daher 20/07/2018 15:52

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Nereu Jr./Divulgação
Ivo Faria no bar remodelado: "Precisava modernizar o restaurante. Não só eu desejava isso, os clientes também" (foto: Nereu Jr./Divulgação)
Chega uma hora em que mudar é inevitável. Essa frase povoava os pensamentos de Ivo Faria há pelo menos dois anos. "Precisava modernizar o restaurante. Não só eu desejava isso, os clientes também", diz. Ele contratou a dupla Fernando Hermanny e Germana Giannetti, da HG Arquitetura, para assinar o projeto do novo Vecchio Sogno. Entre o Natal e o réveillon, eles se debruçaram sobre as pranchetas. Em meados de janeiro começaram as obras. Detalhe: o restaurante não parou de funcionar um único dia. Os quebra-quebras aconteciam durante as madrugadas e aos sábados, quando a casa não abre para almoço. Para conseguir tal proeza, os arquitetos optaram por utilizar materiais de fácil instalação, como um carpaccio de pedra natural e papéis de parede. Uma das maiores preocupações era que a reforma modernizasse o ambiente sem perder o estilo clássico, marca registrada do Vecchio desde sua fundação, em 1995. Deu certo. O local está de cara nova, capaz de impressionar os frequentadores com o requinte dos detalhes, sem perder o velho aconchego. Obras de arte, adquiridas em leilões e antiquários, pontuam a decoração. Artistas contemporâneos como Leo Piló e Felipe Scofield garantem sofisticação aos dois salões, que, juntos, somam 330 metros quadrados. Já na área do piano de cauda, onde fica o bar, chamam a atenção dois lustres do designer inglês Tom Dixon, instalados em cima do instrumento. "Arte sempre traz requinte", diz Germana, que também resolveu um antigo problema do lugar: a acústica. Usando couro, madeira e materiais que absorvem o som - além de o teto ter sido revestido com forro acústico -, os ambientes ficaram mais silenciosos e uma conversa não atrapalha a mesa vizinha.

A modernidade não fica só no salão. Foi também para a cozinha - lugar preferido de um chef criativo como Ivo Faria. Desde quando inaugurou o Vecchio, há 23 anos, ele sempre fez uma culinária italiana sem cair nos clichês de velhas receitas. A frase "na Itália não se come só massa" define bem seu jeito de pensar. Agora, mais que nunca, Ivo traz um cardápio recheado de pratos que são a sua cara, no qual ingredientes mineiros se fundem com técnicas europeias. "A gastronomia também se globalizou. O Bottura faz uma comida autoral, com um toque oriental e italiano", explica Ivo, citando o chef Massimo Bottura, da Osteria Francescana, que acaba de ser eleito o melhor do mundo pelo prêmio The World’s 50 Best Restaurants.

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A reforma foi tocada pelos arquitetos Fernando Hermanny e Germana Giannetti: requinte nos detalhes, sem perder o velho aconchego (foto: Nélio Rodrigues/Divulgação)
No menu, 15 novos pratos fazem companhia a antigos clássicos. "Tenho cliente de Brasília que chega aqui e vem direto comer a polenta piemontese", explica o chef. Entre os tradicionais que continuam disponíveis estão o Gamberi alla grappa, camarões flambados na grappa, molho de açafrão e ravióli negro (R$ 119); o Ossobuco alla milanese, ossobuco com risoto à milanesa (R$ 92); e o Due danatra com risotto tartufato e riso selvaggio, estufado de pato e magret com risoto de arbóreo e arroz selvagem com funghi trufado (R$ 99). E a partir de 15 de julho, os frequentadores poderão experimentar as novidades como o magret com nhoque grelhado, aspargos e purê de maçã com especiarias (R$ 99), o filé de namorado sobre manteiga de tomate, farofa crocante de jambu e baroa tostada (R$ 89) e o tortelloni de porquinho e champignon com molho de vinho do Porto (R$ 79).

Além dos pratos novos, Ivo quer investir em sugestões do dia. Dessa forma, consegue oferecer opções sempre frescas para os clientes regulares. "Quero trabalhar com produtos de época, aproveitar a sazonalidade dos ingredientes." Outra mudança é inserir no cardápio receitas mais leves para o almoço executivo, além de versões sem carne. "Se temos essa demanda, vamos atender os vegetarianos e veganos com excelência." É o caso do ravióli de pupunha recheado com abóbora tostada e redução de molho de cenoura (R$ 64). O menu degustação (R$ 179) também cresceu. Agora são sete tempos. A entrada é um creme de azeite, lagostim em manto de taioba e parma; seguido por badejo, manteiga de tomate, pesto e quinoa com legumes. O segundo prato é mezzaluna recheada com queijo e amêndoas, confit de maçã, especiarias e magret. Antes do principal - lombo de cordeiro em crosta de gran formaggio, champignon, rúcula, molho de acerola, mil-folhas de batata, cebola tostada e aspargos grelhados - é servido um sorbet de cambuci e salada de jiló. Fechando a refeição, queijos e quenelle de abóbora cítrica; e creme de maracujá, farofa negra e sorvete de chocolate.

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Magret de canard: o pato vem com nhoque grelhado, aspargos e purê de maçã com especiarias (foto: Nélio Rodrigues/Divulgação)
Atraindo um público cada vez mais jovem, Ivo modernizou também sua carta de drinques. Convidou o mixologista Tiago Santos, da Soliquid, para criar coquetéis exclusivos, como o Cana Tônica, cachaça, tônica, suco de limão, tangerina e xarope de tangerina; e o Me Gusta, tequila, capim-limão, abacaxi, suco de maçã e xarope de chá verde. "Queria que os drinques tivessem a mesma sofisticação da comida preparada pelo Ivo", diz Tiago. As bebidas apostam na brasilidade de frutas frescas e são servidas em taças e copos diferentes. Para os que não abrem mão do vinho, a carta conta com quase 250 rótulos.

Como o próprio nome entrega, Vecchio Sogno traduz o antigo sonho de um chef comandar sua própria cozinha. Ivo foi além. Considerado um dos grandes embaixadores da gastronomia mineira, criou uma cozinha só sua. A cozinha do Ivo. Um lugar onde gerações se encontram para apreciar o talento de um homem que sempre acreditou que nada melhor que boa comida para unir as pessoas. E isso, claro, merece um brinde. Vida longa aos velhos - e aos novos - sonhos do chef.

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