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Estado de Minas GASTRô | VERãO

Não faltam opções de picolés em BH

Saiba o que oferecem algumas sorveterias da cidade


postado em 26/02/2019 14:32

Açaí é o sabor preferido da pequena Victória:
Açaí é o sabor preferido da pequena Victória: "Parece mesmo com a fruta" (foto: Samuel Gê/Encontro)
Olha o picolé geladinho! Gostoso e fácil de tomar, o sorvete no palito é uma brisa no verão. Em BH, produções artesanais estão inovando, criando sabores diferentes até para receitas muito antigas. Nas sorveterias as vendas dispararam e chegam a crescer 50% na alta temporada. Picolés com gosto do Brasil, como o açaí com morango, criação de Frederico Scucato, da sorveteria Easy Ice, agradam a grandes e pequenos clientes. Victoria Lara, de 6 anos, e seu pai, Fabrício Lara gostam de incluir em seus passeios uma parada para saborear os gelados. Ele prefere os de frutas, mas não pensa duas vezes antes de se arriscar em opções diferentes do freezer. Já Victória é mais fiel e quase nunca troca o de açaí. "O gostinho do picolé gelado é muito bom. Parece mesmo com a fruta", diz a pequena. E você? É mais tradicional ou gosta de se aventurar? Seja qual for a sua, anote cinco dicas para se refrescar neste verão.

Picolé do Amado

(foto: Samuel Gê/Encontro)
(foto: Samuel Gê/Encontro)
Essa receita é antiga e tem história. Foi criada em 1965, em São João del-Rei, por Amado José Vieira. Feitos em uma máquina antiga que o comerciante mesmo consertou e colocou para funcionar, os picolés do Amado fizeram sucesso. Hoje a família garante que mesmo nos novos sabores a receita de antigamente continua a mesma. A loja em BH, no bairro Anchieta, é a terceira da marca e foi inaugurada há dois anos pelo neto de Amado, Luciano Vieira, que tem como sócia sua noiva, Mayra Zanetti. Produzidos artesanalmente, os picolés da dupla são vendidos no balcão, sem embalagem. A receita é um segredo bem guardado, compartilhado somente entre a família. "O ponto está na seleção dos ingredientes e nas proporções", diz Luciano. Os campeões de audiência são os sabores de abacate, coco queimado e morango com laranja. Invenções como o de moranga com coco e doce de leite também agradam. Muito difícil provar só um.

Letish

(foto: Alexandre Rezende/Encontro)
(foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Primeiro a fruta, depois a água e por último o açúcar. Nessa ordem, está pronta a receita dos picolés da Letish. Desenvolvido por Letícia Carvalho, o nome da sorveteria lembra como a dona era chamada pelos irlandeses quando ela morou no país e avançou seus estudos nos gelados. Aqui no nosso calorão, um de seus campeões de vendas é o picolé tricolor: o topo de kiwi, o meio de morango e a base de manga. Fazem sucesso também os sabores cítricos, a exemplo do de tangerina, e criações como coco com doce de leite e o de paçoca. "Crio todas as receitas sem nenhum tipo de conservantes ou aromas artificiais", diz a sorveteira. A Letish começou  com carrinhos de picolés que eram vendidos nas imediações do Tribunal de Justiça, na região central de Belo Horizonte, e em eventos. Agora a sorveteria tem uma loja própria, no bairro Funcionários. Já escolheu o seu preferido?

Easy Ice


(foto: Violeta Andrada/Encontro)
(foto: Violeta Andrada/Encontro)
Não há receita impossível para Frederico Scucato. Quem garante é sua irmã e sócia na Sorveteria Easy Ice, Juliana Scucato. Para o verão a fábrica mineira desenvolve inusitados sabores sob encomenda para decorar drinques. Já no freezer da loja do Funcionários os clientes podem escolher tipos tão mineiros quanto o picolé feito com queijo do Serro e  goiabada. Há também baunilha com frutas vermelhas, menta e chocolate e o de uva, fabricado com frutas cultivadas em pequena escala, na região de Paraopeba. Para os clientes fitness há o picolé de whey protein e ainda os leves, de frutas, com apenas 40 calorias, para curtir o calor sem culpa. "O picolé é muito refrescante, mas o mais legal é a praticidade", diz Juliana.

Sorveteria Universal

(foto: Violeta Andrada/Encontro)
(foto: Violeta Andrada/Encontro)
A primeira loja da Sorveteria Universal foi inaugurada em 1927 na praça Sete, pelo siciliano Artur Spina. Em Belo Horizonte, o italiano desenvolveu picolés que fizeram sucesso como o Polar, cremoso e coberto por uma camada fina de chocolate. Hoje a sorveteria, localizada no bairro Floresta, tem sabores tradicionais, entre eles amendoim, coco e açaí. Fiel ao modo de produção desenvolvido pelo fundador da marca, os gelados são feitos em uma máquina da década de 1950. Liliane La Côrte e Aline La Côrte, quarta geração da família, avisam que o relançamento do picolé Polar é uma novidade a caminho. No Mercado Cervejeiro os picolés são vendidos em uma réplica de um Calhambeque de 1930. "Esse era o carro do meu avô", lembra Liliane.

Fiorella Gelato

(foto: Samuel Gê/Encontro)
(foto: Samuel Gê/Encontro)
Aqui os picolés são pecinhas de design. Feitos com paciência, um a um no molde de silicone, ganham formas de coração, chocolates famosos ou personagens, como os divertidos Minions. Patinhas de animais são desenhadas à mão. Uma versão em miniatura dos picolés também é levada para festas para refrescar na medida exata. A mestre gelateira Ananda Domingos, depois de cursos no Brasil e na Itália, desenvolveu pela primeira vez em BH o gelato no palito, um trabalho que levou tempo e exigiu técnica. "Foi bem difícil chegar a essa consistência de maciez no formato picolé", lembra.  Os tipos diferentes foram feitos para atrair as crianças, mas os adultos não escapam.  Os picolés da Fiorella, na Savassi, são desenvolvidos com pouco açúcar e creme de leite puro. Na vitrine há delícias como o diamante negro, feito com chocolate belga, amendoim e cobertura de caramelo crocante; doce de leite com brownie, leite ninho trufado e ainda coco com recheio de beijinho... sabores típicos do Brasil também têm seu espaço, como a manga-ubá e a jabuticaba. Hummm!

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