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Estado de Minas BELEZA | CABELOS

Novos métodos auxiliam no tratamento da calvície

Técnicas recém-criadas se mostram eficientes para reverter a queda dos fios, se tornando uma saída para quem não quer se submeter ao transplante


postado em 21/06/2017 14:05 / atualizado em 21/06/2017 14:21

A dermatologista Marcela Mattos atende o contador Antônio Gomes: resultados com a mesoterapia no couro cabeludo(foto: Cláudio Cunha/Encontro)
A dermatologista Marcela Mattos atende o contador Antônio Gomes: resultados com a mesoterapia no couro cabeludo (foto: Cláudio Cunha/Encontro)
O terror da alopécia androgênica, a calvície, sempre rondou o contador Antônio Gomes, de 46 anos. Sem medo do bisturi e topando qualquer negócio para não ficar careca, ele tentou reverter a genética com três transplantes capilares. A operação melhorou a estética, mas em pouco tempo a queda começou novamente. Segundo ele, se tivesse conhecido em tempo "as maravilhas" da terapia capilar, às quais se submete hoje, não teria entrado na sala de cirurgia. Mensalmente, ele faz sessões de mesoterapia capilar, que consiste em injeções no couro cabeludo. "A melhora é nítida, mas não basta só aplicar o produto. Se o profissional não conhecer a fundo as necessidades de cada paciente, os resultados não aparecem", diz a dermatologista Marcela Mattos.

O resultado, segundo ela, vem de um conjunto de procedimentos. O primeiro é uma avaliação laboratorial para identificar os níveis de vitaminas essenciais para os cabelos, como a vitamina D, além de zinco e ferro, fundamentais para dar força e ancoragem ao bulbo. Outro passo pode ser a substituição do conhecido e tradicional inibidor de andrógeno (hormônio esteroide responsável por estimular ou controlar a manutenção de características masculinas) finasterida pelo mais potente dutasterida, assim como o conhecido minoxidil por latanoprosta, um medicamento originalmente utilizado como colírio no tratamento de glaucoma e hipertensão ocular, mas que apresentou como efeito colateral o aumento da densidade dos pelos da região, os cílios.

O dermatologista José Rogério Régis com o paciente Liu Fat Kong: a aplicação de laser fracionado e o microagulhamento 
fizeram nascer novos fios no empresário(foto: Leo Araújo/Encontro)
O dermatologista José Rogério Régis com o paciente Liu Fat Kong: a aplicação de laser fracionado e o microagulhamento fizeram nascer novos fios no empresário (foto: Leo Araújo/Encontro)
A análise e medicamentos são coroados com as agulhadas semanal ou quinzenalmente, o que traz, na avaliação da dermatologista, resultado mais rápido devido ao mix de antiandrógenos, vitaminas e aminoácidos contidos na seringa. "Com esses avanços e descobertas, a tendência é reduzir o número de cirurgias e aumentar a procura por métodos menos agressivos", diz ela. À frente da Clínica Régis, que faz cerca de 20 a 25 transplantes ao mês, o dermatologista e coordenador do departamento de cabelos da Sociedade Brasileira de Dermatologista, José Rogério Régis, diz que a procura por métodos sem bisturi tem crescido cerca de 30% ao mês, desde quando começou a oferecer os procedimentos, há cerca de dois anos. O número considerável de pacientes de terapia capilar é em maioria de homens que não querem operar ou estão em níveis moderados de calvície e respondem bem a outros tratamentos. Lá, os carros-chefe para reverter a calvície são o microagulhamento e o laser fracionado. "À luz da ciência médica, há hoje alguns estudos que mostram o real benefício desses métodos, mas há críticas também, devido ao número pequeno de pacientes e por serem terapias novas", afirma José Rogério. "Não acho que é um tratamento para 100% dos pacientes, mas dá resultado, sim." Um de seus pacientes da terapia capilar é o empresário Liu Fat Kong, de 59 anos, que não esconde a alegria em ver renascer os fios. "A queda foi de repente e começou a me incomodar no espelho", conta. "Já fiz o tratamento por seis meses e considero que deu muito certo."

O aparelho a laser com ponteira exclusiva para tratamento capilar é uma das apostas do dermatologista Bruno Vargas:
O aparelho a laser com ponteira exclusiva para tratamento capilar é uma das apostas do dermatologista Bruno Vargas: "São recomendadas, em média, 10 sessões" (foto: João Avelino/Divulgação)
É imprescindível saber se ainda  existem raízes vivas dos pelos. Nesses casos, o laser de baixa fluência apresenta bons resultados. "O LED já vinha sendo usado para o tratamento de feridas de difícil cicatrização. Observou-se, nesses pacientes, o crescimento de pelos mais grossos e compridos no local de aplicação", diz o dermatologista Lucas Miranda. Segundo ele, o laser estimula a multiplicação celular no couro cabeludo, aumentando a velocidade de crescimento do fio por meio da fotobioestimulação.

Na clínica do dermatologista Bruno Vargas é usado um aparelho a laser com ponteira exclusiva para tratamento capilar. A luz provoca imperceptíveis perfurações estimulando os fios no local e consequentemente um processo inflamatório na região tratada, que leva ao aumento da circulação e da oxigenação no bulbo capilar resultando no retorno do crescimento. "São recomendadas, em média, 10 sessões, que podem ser feitas uma vez por semana ou quinzenalmente", explica.

A terapeuta capilar Renata Fraga: limpeza correta e métodos naturais como massagens, ventosa e uso de ampolas com mix de ervas(foto: Leca Novo/Divulgação)
A terapeuta capilar Renata Fraga: limpeza correta e métodos naturais como massagens, ventosa e uso de ampolas com mix de ervas (foto: Leca Novo/Divulgação)
Na contramão dos procedimentos que envolvem compostos químicos, a terapeuta capilar Renata Fraga acredita no poder de ingredientes naturais que desobstruem o couro cabeludo e dão força e vida nova aos fios. "A verdade é que não existe cabelo bonito sem couro cabeludo saudável, nem implante que resista sem terapia capilar", diz ela. O estímulo que traz melhor oxigenação e nutrição para os folículos acontece por meio de ações associadas como massageadores, laser de baixa frequência e choques de efeito fungicida e bactericida. Renata também aplica sobre o couro cabeludo de seus clientes uma ampola com um mix de ervas, além de receitas que levam alecrim, chá verde, jojoba, mutamba e arnica, combinação que, segundo ela, revitaliza a região. Para Renata, o tratamento já traz mudanças no volume ainda no primeiro mês e os novos fios não demoram a surgir. "O ideal são ciclos de três meses, feitos uma vez por semana, mas no caso de calvície com relação genética minha recomendação é nunca deixar de estimular o couro." O empresário Matheus Achtschin, de 28 anos, é um dos que já viu todos os homens de gerações passadas de sua família ficarem calvos e recorreu à profissional para prevenir e remediar o início do quadro. "A mudança foi notória. Antes o cabelo estava começando a ficar ralo, mas o volume voltou e a queda também diminuiu", conta ele, feliz da vida.

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