Estado de Minas MENTE

Pressa constante e excesso de tarefas adoecem o cérebro

Alternar funções sem pausa reduz produtividade, eleva o estresse e reforça um ciclo de hiperprodutividade seguido de exaustão


postado em 20/02/2026 06:25 / atualizado em 20/02/2026 08:09

Estudos confirmam o que já sentimos no dia a dia: o cérebro humano não foi feito para executar várias funções simultaneamente, especialmente de forma contínua(foto: Freepik)
Estudos confirmam o que já sentimos no dia a dia: o cérebro humano não foi feito para executar várias funções simultaneamente, especialmente de forma contínua (foto: Freepik)
Você tem a impressão de que faz cada vez mais coisas ao mesmo tempo e vive à beira da exaustão, sempre com pressa e com medo de não dar conta de tantas demandas? Se a resposta for “sim”, é bem provável que você esteja sentindo os efeitos colaterais de um cérebro sobrecarregado pela tentativa de realizar muitas tarefas simultaneamente — o chamado multitasking.
 
O termo surgiu na década de 1960 para descrever a capacidade de um computador de processar diversas ações ao mesmo tempo. O problema é que um conceito criado para máquinas acabou sendo transferido para os seres humanos. E mais: foi glamourizado. No ambiente profissional, passou a ser sinônimo de produtividade, entrega e engajamento. Na vida pessoal, no entanto, trouxe uma série de transtornos, agravados pelo excesso de tempo dedicado ao mundo digital e seus estímulos frenéticos.
Agora, a conta chegou. Estudos confirmam o que já sentimos no dia a dia: o cérebro humano não foi feito para executar várias funções simultaneamente, especialmente de forma contínua. Um deles, divulgado em 2025, revisou 97 pesquisas realizadas entre 2000 e 2025 no país e concluiu que o uso intensivo das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e a prática da multitarefa têm provocado impactos profundos nos processos cognitivos.
 
Os efeitos são mais evidentes na atenção sustentada, na memória de trabalho, que é necessária no desempenho de tarefas complexas, e na memória de longo prazo, além de desencadear problemas psicológicos importantes, como ansiedade crônica e depressão.
 
“Fenômenos contemporâneos como o tecnoestresse, o fear of missing out (Fomo), a nomofobia e o chamado brain rot intensificam sintomas de ansiedade, fadiga mental e declínio do desempenho cognitivo”, afirmam os pesquisadores Wladimir Jatobá de Menezes, Goiara Mendonça de Castilho e Wânia Cristina de Souza no estudo “Tecnologia, multitarefas e tecnoestresse: entre a hiperconectividade e os limites da atenção, memória de trabalho e saúde mental digital”, publicado na revista “Caderno Pedagógico”.
 
“Uma mensagem não lida vira pressão"
 
Marina Garcia e sua filha Laura: rotina da arquiteta é repleta de tarefas no dia a dia (foto: Pádua de Carvalho)
Marina Garcia e sua filha Laura: rotina da arquiteta é repleta de tarefas no dia a dia (foto: Pádua de Carvalho)
Bem ao estilo multitarefa que absorve a sociedade contemporânea, a arquiteta Marina Garcia, de 43 anos, relata sentir-se estressada e impaciente no dia a dia. Mãe de filhos pequenos, ela trabalha em casa, conciliando a atuação na arquitetura com o apoio à empresa de eventos do marido.
 
“São muitas mensagens diárias. Estamos acessíveis a toda hora e em qualquer lugar. Uma mensagem não lida vira uma pressão, uma ansiedade. Pode ser um novo negócio, um retorno que você estava esperando. Isso vira um hábito. E você faz isso a qualquer hora do dia, sem perceber. A consequência é mais tempo de trabalho e sobrecarga”, ela contou à Encontro.
 
O que Marina descreve se encaixa no que especialistas chamam de fear of missing out (Fomo), ou “medo de ficar de fora” — uma das condições associadas ao excesso de conectividade. A necessidade compulsiva de estar sempre online para não perder novidades ou oportunidades, o que favorece comparações, frustrações e o esgotamento mental.
 
Uma armadilha nas mãos
 
Como se não bastasse estarmos exaustos, ainda enfrentamos armadilhas: o simples ato de rolar a tela do smartphone em uma rede social ativa o sistema de recompensa de um cérebro já esgotado e ávido por prazer. Essa descarga de dopamina acaba favorecendo o vício de ficar online, fragmentando ainda mais a nossa atenção e interrompendo as tarefas que tentamos realizar simultaneamente.
 
A sobrecarga cerebral ocorre justamente quando o sistema cognitivo e emocional é exposto a um volume de estímulos superior à sua capacidade natural de processamento e recuperação. Mudar de foco a todo momento consome uma grande quantidade de energia do órgão.
Segundo a médica e psicanalista Soraya Hissa, a rotina cada vez mais acelerada mantém o cérebro em estado permanente de alerta, o que eleva a produção de dois hormônios associados ao estresse. Um deles é o cortisol, que, em níveis elevados, reduz a produção de neurotransmissores benéficos, provocando irritabilidade e cansaço mental. O outro é a adrenalina, responsável por sintomas como taquicardia e pela sensação constante de urgência, levando à necessidade de responder imediatamente a todas as demandas.
 
“Nós nos tornamos escravos dessa rapidez, dessa pressa intensificada pela tecnologia. Mas é importante lembrar que uma máquina precisa ser desligada para recuperar suas funções. Caso contrário, ela queima e perde produtividade. O mesmo acontece conosco: precisamos descansar, especialmente por meio do sono e do ócio, para retomar a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar, à calma, à estabilidade emocional, ao prazer e ao relaxamento”, afirma.
 
Entre os principais neurotransmissores citados pela especialista estão a serotonina, a dopamina, o GABA e a endorfina, considerados essenciais para o equilíbrio emocional e mental. A médica também recomenda atenção redobrada à alimentação e alerta para o consumo excessivo de drogas, tanto as lícitas, como bebida, cigarro e medicamentos, como as ilícitas, que podem agravar quadros de esgotamento.
 
O uso do telefone celular é outro fator de impacto. De acordo com Soraya Hissa, o aparelho deve ser evitado nos momentos de ócio, especialmente à noite, quando a luz e os estímulos interferem na produção de melatonina e comprometem a qualidade do sono. Em crianças e adolescentes, os efeitos são ainda mais expressivos, com prejuízos à memória. “Tudo isso contribui para esse cenário de caos, de cansaço físico e mental intenso que temos vivenciado”, resume.
A ordem é desacelerar
 
A psicóloga Silvia Regina Dias acrescenta que, com o cérebro em estado de sobrecarga, a pessoa tende a entrar em um ciclo de “hiperprodutividade seguida de exaustão”. No trabalho, isso se traduz em queda de desempenho e burnout; nas relações, em impaciência e distanciamento; e na saúde física, em sintomas psicossomáticos.
“Do ponto de vista psicológico, isso gera uma hiperativação do sistema nervoso simpático, responsável pelas respostas de luta e fuga. Quando mantida por longos períodos, essa hiperativação se transforma em estresse crônico, afetando a atenção, o humor e até o funcionamento do corpo”, diz ela.
 
Além disso, prossegue Silvia Regina, há uma perda crescente da capacidade de pausa e contemplação, funções essenciais para a criatividade, o equilíbrio emocional e o autoconhecimento. O resultado é uma sociedade  “de muito fazer”, mas que “sente e se conecta" cada vez menos.
 
A sensação de trabalhar e perceber que o desempenho já não é o mesmo costuma gerar frustração. Diante desse contexto, a orientação é clara: desacelerar, reduzir o ritmo e reservar tempo para o autocuidado.
"O nosso cérebro é o pilar do comando que direciona a qualidade de vida que desejamos ter. Do ponto de vista terapêutico, o desafio é reensiná-lo a desacelerar”, orienta a especialista.
 
Empresas perdem R$ 400 bi com crise na saúde mental
 
O Brasil vive uma crise de saúde mental sem precedentes, e a epidemia do cérebro multitarefa é uma das causas, afirmam especialistas. No país, os transtornos mentais e comportamentais geram um prejuízo de quase R$ 400 bilhões por ano para as empresas, considerando a perda de produtividade e os custos com saúde, segundo o Ministério da Previdência Social. Por que as empresas ainda insistem em impor a seus colaboradores esse modelo?
 
Para David Braga, CEO da Prime Talent Executive Search e articulista da Encontro, elas ainda confundem o profissional “multitarefa” com performance. “A lógica da urgência permanente, do excesso de reuniões, mensagens simultâneas e múltiplas prioridades virou sinônimo de comprometimento e produtividade, quando, na prática, gera sobrecarga cognitiva, erros, retrabalho e esgotamento”.
 
Soma-se a isso, segundo ele, uma cultura de curto prazo, pressão por resultados imediatos e lideranças que também foram formadas nesse ambiente e acabam reproduzindo o mesmo padrão, muitas vezes sem perceber o impacto real sobre as pessoas e o negócio.
 
“Os problemas desse modelo são profundos e silenciosos. Para as empresas, isso se traduz em queda de produtividade, aumento do absenteísmo e presenteísmo, maior rotatividade, conflitos internos e custos crescentes com afastamentos e saúde”, afirma o especialista.
 
Análise
 
Braga defende que as empresas que tratam saúde mental como parte da gestão e não como tema acessório tendem a ganhar em clareza, eficiência, engajamento e sustentabilidade, provando que foco é, hoje, um dos maiores ativos competitivos. “E o papel dos Conselhos de Administração é decisivo para essa mudança porque eles definem a cultura”, diz Braga.
 
Quando a administração segue reforçando apenas metas agressivas, prazos irreais e crescimento a qualquer custo, expõe Braga, a organização tende a reproduzir um ambiente de sobrecarga e multitarefa crônica. Diante disso, é preciso incorporar a saúde mental e os riscos psicossociais na agenda de governança, conectando o tema à estratégia, à gestão de riscos e à sustentabilidade do negócio. “Isso significa questionar modelos de gestão que geram adoecimento, exigir indicadores além dos financeiros e acompanhar de forma sistemática os impactos humanos das decisões estratégicas”, finaliza.

Padaria artesanal fecha por 20 dias e vira símbolo de resistência à cultura da exaustão

Renata Rocha, proprietária da Albertina Pães:
Renata Rocha, proprietária da Albertina Pães: "Prezo muito pela saúde mental e pela qualidade de vida das pessoas que trabalham aqui" (foto: Pádua de Carvalho)
Quando anunciou no Instagram que sua padaria, a Albertina Pães, fecharia por 20 dias após o Natal para garantir férias aos colaboradores, a proprietária Renata Rocha não imaginava a repercussão do post. Foram milhares de curtidas, comentários e compartilhamentos enaltecendo uma atitude ainda rara no comércio: tratar o descanso e o tempo livre como insumos essenciais para o negócio.
 
No comunicado, Renata explica aos clientes — ao lado da equipe — a necessidade de parar para descansar e conviver com a família, condição que, segundo ela, está diretamente ligada à qualidade do pão artesanal produzido ali. “Aqui é uma padaria de fermentação natural, então, a gente respeita o tempo”, disse a padeira, que também é arquiteta.
A reação ao fechamento expôs um paradoxo contemporâneo: o que deveria ser prática comum — férias coletivas planejadas — passou a ser visto como atitude disruptiva. Um estranhamento que diz mais sobre a cultura de trabalho atual, que Renata define como uma “máquina de triturar gente”, do que sobre a decisão de suspender as atividades por 20 dias.
 
“Toda vez que eu falo que a gente fecha a padaria 20 dias por ano, eu ouço: ‘Ah, essa aí não gosta de ganhar dinheiro’”, conta. “Não é isso. É uma visão de mundo. Eu quero ter uma vida confortável, mas sustentável. Por isso prezo muito pela saúde mental e pela qualidade de vida das pessoas que trabalham aqui.”
 
Segundo a proprietária, a possibilidade de parar exige organização financeira rigorosa. Controle de custos, planejamento de caixa, gestão profissional e apoio de consultorias especializadas fazem parte da estrutura do negócio.
 
A operação funciona de quarta a sábado, com jornadas de oito horas. Às terças-feiras, inicia-se o processo de 24 horas necessário à fermentação natural, motivo pelo qual não há venda de pães nesse dia. 
A redução do tempo de funcionamento não é fruto de improviso, mas de estratégia - estratégia que se reflete tanto na qualidade do produto quanto na satisfação da equipe. Em quatro anos de existência, a padaria mantém um índice raro no setor: rotatividade zero, em meio à crise generalizada de falta de mão de obra no comércio. “Toda a equipe está aqui desde o início”, diz Renata.
 
Trabalhar em cozinha costuma ser sinônimo de estresse, pressão constante, calor e corrida contra o tempo. Mas, segundo o gerente da Albertina Pães, Eduardo Homobono, ali a lógica é outra. “Aqui a relação com o tempo é completamente diferente”, diz. O trabalho com fermentação natural impõe respeito aos processos vivos, ao ritmo da massa e à espera - algo que, para ele, mudou profundamente sua visão sobre a cozinha. “Foi uma nova perspectiva. É um lugar maravilhoso de estar.”
 
A oportunidade de trabalhar na Albertina surgiu após a pandemia e coincidiu com um momento pessoal de transformação, incluindo uma cirurgia bariátrica, que o levou a estudar mais sobre alimentação e saúde. “Aqui encontrei uma cozinha saudável, saborosa e complexa, onde dá para aprender algo novo todos os dias.”
 
As férias coletivas, segundo ele, reforçam esse modelo mais humano de trabalho. No período de pausa, viajou, esteve com a família, passou tempo na natureza e voltou revigorado e inspirado. “Desligar também alimenta a criatividade”, afirma.

“Aprendi que desacelerar é o caminho mais saudável"

"Hoje, minhas estratégias para sustentar uma paz interior passam, acima de tudo, pela presença", diz o professor de educação física Gustavo Felício (foto: Arquivo pessoal)
“Houve uma época em que eu me cobrava o tempo todo, achava que precisava provar meu valor, mesmo à custa da minha saúde mental. Em 2011, enfrentei um câncer de tireoide, que já tinha me obrigado a desacelerar. Anos depois, a pandemia foi outro ponto de virada: fiquei sem dar aulas, sem a rotina intensa, e isso me fez repensar profundamente a forma como eu estava vivendo e me relacionando com o trabalho e com as pessoas.
 
Hoje sigo desenvolvendo uma postura mais serena diante da vida, entendendo que estamos todos aprendendo, e que, desacelerar, muitas vezes, é o caminho mais saudável para seguir em frente. Tenho uma rotina intensa, porém, muito estruturada. Acordo por volta das 4h30 e começo o dia com alongamentos lentos, respirando com calma, seguido de um tempo de meditação. Depois disso, sigo para o trabalho: atendo meus primeiros alunos às 6h e encerro o dia por volta das 20h30. À noite, ainda faço meu próprio treino de força, três vezes por semana, e, nos fins de semana, costumo treinar junto com a minha esposa. O movimento, para mim, não é só exercício - é uma forma de organização interna.
 
A pressão do nosso tempo é real - no trânsito, nas pessoas, no ritmo acelerado da vida. Vejo isso claramente nos meus alunos, muitos chegam ansiosos, com respiração curta. Por isso, começo todas as aulas com alongamento, mobilidade e respiração, o que eu chamo de “despertar do corpo”. Só depois entramos no treino em si. Aprendi que cuidar da mente não é fraqueza, é estratégia de sobrevivência. 
Hoje, minhas estratégias para sustentar uma paz interior passam, acima de tudo, pela presença. Tento estar inteiro no que estou fazendo - usando atenção, respiração consciente e movimento. Observo como respiro, se estou acelerado, e uso a respiração profunda para me centrar. Cuido da alimentação, priorizando alimentos vegetais, mastigando com atenção, bebendo água ao longo do dia. No trabalho, faço daquele momento com cada aluno a melhor expressão do que eu posso oferecer, sem carregar para dentro de mim as pressões externas ou as chateações do cotidiano.
 
Gustavo Felício, professor de educação física

Efeitos no organismo
 
A sobrecarga mental não se manifesta apenas como cansaço. Ela provoca uma série de consequências sutis, mas profundas:
 •  Dificuldade de concentração e memória curta – o cérebro “pulando” entre tarefas perde a capacidade de manter foco prolongado.
•  Ansiedade e irritabilidade – a sensação constante de urgência e falta de tempo.
•  Insônia – o cérebro que não desacelera impede o corpo de descansar.
•  Sensação de vazio e desmotivação – quanto mais estímulos, menos prazer genuíno se sente.
•  Empobrecimento das relações humanas.
•  Desconexão do corpo e das emoções;  vivendo no piloto automático.
Do ponto de vista terapêutico, o desafio é ensinar de novo o cérebro a desacelerar. Isso envolve práticas de:
•  Prática do mindfulness e respiração consciente, que ajudam a reativar o sistema parassimpático;
•  Rotinas de sono e pausas digitais, restabelecendo o ritmo natural de atenção e descanso.
•  Contato com o corpo e com a natureza, para reancorar a mente no presente;
•  Autocompaixão e limites saudáveis, reconhecendo que “fazer tudo” não é sinônimo de valor pessoal.
Nas empresas, mudar esse cenário exige uma abordagem estratégica, e não apenas ações pontuais de bem-estar. É preciso:
• Redesenhar a forma de trabalhar:
• Revisar metas e prioridades
• Reduzir a cultura da urgência artificial
•  Organizar fluxos de comunicação
•  Dar previsibilidade às demandas
• Preparar lideranças para gerir foco, carga e ritmo de trabalho.

Entenda os termos
 
Multitasking
Refere-se à tentativa de executar duas ou mais atividades ao mesmo tempo. Embora o termo tenha surgido na computação, estudos mostram que, no caso dos seres humanos, a multitarefa geralmente significa alternar rapidamente o foco entre tarefas, o que reduz a eficiência, aumenta o desgaste mental e prejudica a atenção e a memória.
 
Tecnoestresse
Estado de estresse físico e psicológico associado ao uso excessivo ou inadequado de tecnologias digitais. Está relacionado à sobrecarga de informações, à pressão por respostas imediatas, à hiperconectividade e à dificuldade de se desconectar do trabalho e das redes digitais.
 
Fear of Missing Out (Fomo)
Expressão em inglês que significa “medo de ficar de fora”. Descreve a ansiedade constante de perder eventos, informações, oportunidades ou interações sociais, especialmente nas redes digitais. Pode levar à checagem compulsiva de mensagens e redes sociais, gerando frustração, comparação social e esgotamento mental.
 
Nomofobia
Abreviação de no mobile phone phobia (fobia de ficar sem o celular). Caracteriza o medo, a ansiedade ou o desconforto intenso ao ficar sem acesso ao telefone móvel, à internet ou às redes sociais, mesmo por curtos períodos.
 
Brain rot
Termo informal usado para descrever a sensação de “embotamento” ou desgaste cognitivo associado ao consumo excessivo de conteúdos digitais rápidos, fragmentados e de baixa complexidade. Está relacionado à dificuldade de concentração, perda de profundidade no pensamento e queda do desempenho cognitivo.
 
Fonte: Estudo “Tecnologia, multitarefas e tecnoestresse: entre a hiperconectividade e os limites da atenção, memória de trabalho e saúde mental digital”, dos pesquisadores Wladimir Jatobá de Menezes, Goiara Mendonça de Castilho e Wânia Cristina de Souza.

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação