Animais de estimação estão cada vez mais presentes em casamentos

Com cadeira cativa nos corações dos donos, alguns bichos têm lugar garantido nas cerimônias

por Daniela Costa 15/05/2018 14:02

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Juliana Abreu/Divulgação
Um dos momentos mais marcantes do enlace da esteticista Érica Moreira Miranda com o metalúrgico Fernando Santos Rezende foi a presença da yorkshire Fufy: "Quase a perdemos por causa de um AVC e tê-la ao nosso lado foi um verdadeiro milagre", diz Érica (foto: Juliana Abreu/Divulgação)
Maio ainda é considerado o mês das noivas. Mas, mesmo elas, que sempre foram as estrelas das cerimônias de casamento, até concordam em deixar de ser o centro das atenções se for para compartilhar o momento com seres para lá de especiais: os seus animais de estimação. Com cadeira cativa em seus corações e lugar garantido no evento, os pets roubam a cena, levando alegria e emoção ao altar. Um dos momentos mais marcantes do enlace da esteticista Érica Moreira Miranda com o metalúrgico Fernando Santos Rezende foi a presença da pequena Fufy, yorkshire de 8 anos de idade. O casal a adotou em dezembro de 2016 e lutou para salvar a vida dela. "Quase a perdemos por causa de um AVC", lembra Érica. "Nós nos casamos em janeiro, e tê-la ao nosso lado foi um verdadeiro milagre." Apesar da dieta restrita e do uso de medicamentos controlados, a cadelinha se esbaldou. Teve até dia de noiva, com direito a banho, presentes e massagem relaxante. E, é claro, fez a alegria dos convidados ao entrar com as alianças do casal.

Cada vez mais fortes, os laços afetivos firmados entre os pets e seus donos tornou comum e aceitável aquilo que antes gerava estranhamento. Segundo o site Wedy, referência em casamentos no Brasil, a participação dos peludos é uma tendência, e não apenas um modismo. É preciso, no entanto, tomar algumas medidas preventivas para que tudo corra bem na hora de dizer o "sim". Pensar nos detalhes com antecedência evita imprevistos para os noivos e estresse para o bicho. "É preciso analisar qual o temperamento do animal e como ele vai reagir aos estímulos externos, como barulho e a presença de pessoas estranhas, respeitando sempre os limites dele", orienta o terapeuta canino Leonardo Curi. Outra dica é contar sempre com o fator surpresa, já que eles podem sair do roteiro. A chihuahua Duda, hoje com 4 anos, não se sentiu nem um pouco constrangida ao fazer xixi no tapete vermelho na cerimônia de casamento da veterinária Tatiane da Silva Cândido e do policial militar Willian Anderson Evangelista, realizado em 2016. "Foi a daminha mais divertida de todas. Quando ela entrou e se agachou, fez-se uma pausa de suspense. Depois todo mundo começou a rir", relembra Tatiane. A dona garante que nos ensaios a cadelinha estava toda comportada.

Diego Santos e Gustavo Cardoso/Divulgação
Mesmo com a morte do buldogue francês Jimmy, um ano após o seu casamento, a maquiadora Natália da Cruz Mascarenhas e o fotógrafo Marcelo Mascarenhas não se arrependem: "Ele é uma lembrança que nunca vai se apagar da nossa história", diz Natália (foto: Diego Santos e Gustavo Cardoso/Divulgação)
Além da cerimônia, existem outras formas de homenagear os animais de estimação. Há quem reproduza as imagens junto aos noivos na decoração do topo do bolo, quem os leve para participar dos ensaios fotográficos do pré-wedding e até mesmo reserve um espaço especial para eles na festa. Se a ideia for mesmo deixá-los subir ao altar, é preciso verificar se o local desejado aceita a presença de animais, se será necessário treiná-los com antecedência e quem ficará responsável por eles durante todo o evento, garantindo a sua segurança e bem-estar. Nas igrejas católicas, o pároco é quem determina se a presença dos pets é bem-vinda ou não. A maquiadora Natália da Cruz Mascarenhas e o fotógrafo Marcelo Mascarenhas se casaram em maio de 2016. Na data, o buldogue francês Jimmy, então com 1 ano e meio, foi a sensação da cerimônia e circulou pelo tapete branco esbanjando simpatia ao lado dos donos. Em dezembro de 2017, ele morreu. "Logo após o comprarmos, descobrimos que tinha leishmaniose. Fizemos o tratamento, mas, infelizmente, ele não viveu muito tempo", recorda Natália. Para ela, os momentos vividos com Jimmy em uma data tão especial, não têm preço. O buldogue participou do ensaio, da cerimônia, da festa e inclusive foi à lua de mel do casal. "Percebemos que a vida deles é muita curta e por isso temos de aproveitar cada instante possível ao seu lado. Ele é uma lembrança que nunca vai se apagar da nossa história."

Áurea Andrade Fotografia/Divulgação
A chihuahua Duda não se sentiu constrangida em fazer xixi no tapete vermelho do casamento da veterinária Tatiane Cândido e do policial militar Willian Evangelista: "Foi a daminha mais divertida de todas", diz Tatiane (foto: Áurea Andrade Fotografia/Divulgação)
Dicas e cuidados com os pets nos casórios

  • Verifique se o local desejado para realizar a cerimônia aceita animais de estimação

  • Analise bem o temperamento do animal e respeite sempre os seus limites

  • Defina qual papel o pet vai desempenhar. Ele pode ser porta-aliança ou acompanhante das damas e pajens

  • O ideal é ambientar o animal com antecedência, inclusive com a presença de mais pessoas e músicas que serão tocadas

  • Deixe alguém disponível para garantir o seu bem-estar

  • Esteja preparado para possíveis imprevistos

  • Caso não consiga autorização em igrejas, pense em outras possibilidades, como sítios, chácaras ou capelas

  • Outras maneiras de eles participarem é na festa após a cerimônia e no álbum de fotos dos noivos

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