Conheça as terapias alternativas que prometem ajudar os animais

Veterinários já recorrem a tratamentos como a homeopatia e acupuntura para curar entender as causas e curar doenças em pets

10/08/2018 14:49

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Violeta Andrada/Encontro
O veterinário Denerson Ferreira Rocha usa a técnica ThetaHealing na gatinha Mia, que sofre com uma doença autoimune: "Viemos buscar ajuda para ela e a família toda foi ajudada", diz a pedagoga Michelle Barbosa (foto: Violeta Andrada/Encontro)
Há muito tempo que a forma como os humanos se relacionam com os animais de estimação vem mudando. Antes criados isolados nos fundos dos quintais, aos poucos, cães e gatos ganharam o interior das casas e demonstraram, por meio de gestos e atitudes, que apesar da inteligência limitada possuem necessidades específicas, vontades próprias e, sim, são capazes de compartilhar emoções. Segundo os especialistas, a conexão profunda que os pets estabeleceram com os donos e o ambiente em que vivem ao longo da história explica muito do seu comportamento e das doenças que apresentam.

Os medicamentos convencionais passaram a não ser mais tão eficientes. Em busca de soluções, a medicina veterinária abriu espaço para terapias complementares que surgiram com a proposta de ir muito além das questões físicas. Percebeu-se que boa parte dos distúrbios apresentados pelos animais tinha fundo emocional. Em dada ocasião, o veterinário Denerson Ferreira Rocha, da Clínica Vida Animal, atendeu uma cadelinha que apresentava sintomas de vômito com sangue, em consequência de uma gastrite. Ao analisá-la, descobriu que ela era extremamente metódica e dominadora. Não gostava que mexessem em suas coisas e muito menos que invadissem o seu território.  O medicamento indicado foi um homeopático que tratou a origem da doença, promovendo uma mudança comportamental. "Os sintomas acabaram. Ela ficou menos ansiosa e passou a ser sociável", diz.

Violeta Andrada/Encontro
Christian Vitorino tem obtido bons resultados no tratamento de sua cadela Emma com a moxabustão: "Como os animais não são sugestionados, respondem muito bem às terapias energéticas", diz a veterinária Mayumi Mano (foto: Violeta Andrada/Encontro)
O médico utiliza a homeopatia há 25 anos para tratar seus pacientes. Sem radicalismos, associa a alopatia aos tratamentos complementares. Para ele, são terapias que permitem ir mais fundo no diagnóstico. "O indivíduo é avaliado de acordo com todas as suas particularidades", diz. No caso da homeopatia, o segredo está na dinamização da substância utilizada, que, quanto mais diluída, melhor. Dessa forma, o remédio perde sua parte material e preserva apenas sua essência, ou seja, o que os especialistas chamam de energia vital. Ciente de que, assim como os humanos, os animais também somatizam doenças, Denerson foi atrás de mais conhecimento e se especializou no ThetaHealing. De acordo com a técnica, o veterinário e o animal se conectam por meio da frequência cerebral theta. E assim o profissional recebe informações em forma de imagens, frases ou pensamentos. "Os bichos falam. A gente é que não ouve ou não percebe os sinais", diz.

A gatinha Mia, de 2 anos e meio, foi resgatada ainda filhote de uma lata de lixo pela pedagoga Michelle Barbosa. Após completar 1 ano, começou a apresentar feridas por todo o corpo que não cicatrizavam. O diagnóstico foi uma doença autoimune chamada lúpus. "Passamos meses a tratando com corticoides e antibióticos e poucas melhoras foram observadas". Nas sessões de ThetaHealing, a origem do problema foi supostamente descoberta. As imagens mentais recebidas pelo veterinário mostraram que alguém na casa de Michelle passava por um sofrimento intenso e que a gatinha estava adoecendo em lealdade a essa pessoa, tomando para si a sensação de exclusão e rejeição que ela sentia. "Foi exatamente no período em que o meu pai estava com problemas de saúde e a família toda passava por um momento de muita tensão", diz. "Viemos buscar ajuda para a Mia e nós é que fomos ajudados."

Alexandre Rezende/Encontro
O veterinário Durval Verçosa aplica reiki na yorkshire Margot: "As terapias não convencionais podem ser usadas de forma preventiva, para evitar o surgimento de doenças" (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
O veterinário Durval Verçosa, da Clínica Integral Medicina Veterinária, formou-se primeiro em acupuntura humana para depois aplicar a técnica em animais. Há 22 anos se dedica a aplicar terapias não convencionais nos pets, entre elas cromoterapia, aromaterapia e florais. Mestre em reiki, utiliza o tratamento para promover a estruturação energética do organismo tanto dos donos quanto dos bichos. "Muitas vezes, o tutor é que está emocionalmente desequilibrado e precisa ser trabalhado junto", diz. Durval explica que, por meio da imposição das mãos sobre o paciente, "a energia universal age sobre a energia humana, transmitindo bem-estar, harmonia e equilíbrio". Já a acupuntura se propõe a estabilizar a energia vital do corpo por meio da aplicação no corpo de agulhas específicas que estimulam os pontos que precisam ser desobstruídos. Possui efeito analgésico, relaxante, ansiolítico, anti-inflamátorio, entre outras propriedades. "A indicação é que as terapias complementares sejam usadas também de forma preventiva, para evitar o surgimento de doenças", diz.

O empresário de geotecnologia Christian Vitorino tem obtido bons resultados no tratamento da cadela Emma, cocker de 15 anos. Os problemas de coluna têm sido estabilizados com acupuntura, e a cicatrização de uma ferida aberta em consequência de um tumor maligno na mama está sendo feita com o auxílio do moxabustão. "Sou entusiasta desse tipo de tratamento. Eles melhoram muito a qualidade de vida do animal", diz.  A indicação foi da veterinária Mayumi Mano, da Clínica Patativas, que explica que a técnica se baseia nos mesmos princípios da acupuntura, de equilibrar os meridianos de energia presentes no corpo, com a diferença de utilizar o calor para buscar a cura. "A terapêutica envolve a queima de bastões medicinais feitos da planta artemísia, que aquecem a região afetada reduzindo a dor e otimizando a cicatrização", explica Mayumi. E complementa: "Como os animais não são sugestionáveis e não possuem pré-conceitos, respondem muito bem a todas as terapias energéticas."

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