
Beer sommelier formado pela Escola Superior de Cerveja, associada à alemã Doemens Akademie, o advogado e professor de direito penal da PUC-MG licenciado é um apaixonado pelo tema desde que, há 20 anos, “por curiosidade”, conheceu a tradição artesanal de fazer cerveja. Marinho não parou mais. E foi pesquisando e experimentando que o sommelier-cervejeiro, um paulistano de 53 anos que vive em Minas desde os 18, chegou a esse mercado “que ainda está amadurecendo”.

Berço de muitas marcas artesanais, que surgiram no boom dos anos 1980 no Brasil, BH e região viram nascer e crescer a fabricação desse tipo de bebida. Segundo Guilherme Marinho, alguns fatores fizeram com que algumas marcas deixassem de ser artesanais, como o alto custo com os equipamentos e a falta de mão de obra. Mas isso não impede o crescimento muito bem planejado da Monka. São cerca de 10 mil metros quadrados de área total e 25 mil deles dedicados ao público, com amplo salão e área externa, reunindo jardim e playground, projeto assinado pela arquiteta Beth Nejm. No total, são 300 lugares sentados e, somando os espaços interno e externo, a capacidade é para receber até 800 pessoas.

A fábrica tem oito tanques de aço cirúrgico com capacidade para armazenar 250 litros de cerveja cada e pode produzir 18 mil litros por mês. Atualmente, são vendidos de 8 a 10 mil litros/mês de 10 rótulos diferentes, 40% da produção somente da pilsen Mico Leão Dourado, no melhor estilo alemão. Já a Orangotango é uma amber lager com lúpulo da República Tcheca. A Monka tem mais dois rótulos em seu portfólio, alguns deles produzidos de acordo com a estação, como os tipos black e stout. Os tanques são ligados a 12 torneiras de onde saem os sabores, com o frescor e a temperaturas ideais, entre 0 e 2 graus.

Para harmonizar com os rótulos artesanais, vendidos com exclusividade na cervejaria – apenas o chope tem um delivery “pequeno ainda”, de acordo com Marinho –, a cozinha da chef Geisi Maria aposta em cortes de carnes especiais, massas e pescados, como o Nobreza do Mar (atum grelhado com molho de maracujá e legumes) e opções vegetarianas e veganas. O brewpub, “o maior do Brasil”, tem movimento intenso nos fins de semana, o que, segundo Marinho, pode mudar em 2026, abrindo mais vezes na semana. Nos dias 20 e 21 de dezembro, shows, brindes e sorteios marcaram esses dois anos de muito trabalho na nova sede e as conquistas da Monka – cervejaria finalista do Prêmio Gerdau de Gastronomia/Encontro Gastrô – O Melhor de BH 2025. Os planos para o futuro são continuar fazendo história. E muita cerveja premiada.

Monka Brew & Fun
Rua Nossa Senhora de Lourdes, 111, Olhos d’Água, BH, (31) 99747-4050. @monkacervejaria.