
Por isso, vale apostar em looks criativos, maquiagem vibrante e acessórios irreverentes, mas sem esquecer do essencial: praticidade e liberdade de movimento. No Carnaval, a moda não dita regras rígidas, mas ela convida à ousadia, ao improviso e, principalmente, à diversão sem perrengue. E, em tempos de crise climática, que tal desfilar por aí com ideias de looks sustentáveis e criações no estilo faça você mesmo?
Uma sugestão consciente é evitar o desperdício, com pequenas ações que contribuem com o meio ambiente. Rodrigo Cezário, consultor de moda e sustentabilidade, enfatiza que o primeiro passo é entender que o Carnaval não pede roupa nova, pede inventividade. Ele lembra que a maioria das pessoas já tem no guarda-roupa tudo o que precisa. Camisas antigas, camisetas largas, vestidos esquecidos, lenços, acessórios, cintos e até peças com pequenas marcas de uso podem virar protagonistas.
“Uma estratégia eficaz é deslocar o uso da peça. Camisa vira saída, lenço vira top, vestido vira sobreposição aberta. Amarrações simples resolvem muito. Outra é trabalhar com contraste de textura e cor, misturando o que normalmente não se mistura. Isso cria impacto visual sem gerar compra. Na moda circular, a criatividade nasce da limitação. Quando você decide não comprar, passa a enxergar soluções que estavam ali o tempo todo”, recomenda o consultor.

“Pegue uma t-shirt, um top, um body ou um short jeans e customize. Seja com franjas a metro, um rebordado com vários elementos misturados, como pedrarias. Sabe aquela minissaia de paetês que usa à noite? Coloque com um top ou uma regata de algodão, várias pulseiras e um enfeite de plumas na cabeça. O seu velho e bom short jeans, com um top com brilho metalizado ou lurex ou ainda bem colorido. Um vestido mini, bem levinho com uma máscara de Carnaval bem elaborada e colares de contas alongados. Solte a criatividade”, sugere Caroline.

O Carnaval, diz a especialista, é momento de testar suas ideias sem medo de errar. No entanto, há vacilos que podem ser evitados. “Os principais erros são usar roupas e calçados desconfortáveis, tecidos quentes ou ásperos, roupas que prendam os movimentos, acessórios grandes que depois de um tempo gerem desconforto, materiais que possam causar alergia como fibras, acabamentos e até mesmo maquiagem que, se carregada, costuma borrar com o tempo. E roupas excessivamente curtas ou exageradamente pequenas acabam revelando bem mais do que seria interessante mostrar”, alerta a consultora de imagem e estilo.

Faça você mesmo
Para 2026, Rodrigo Cezário deseja que as pessoas aceitem sua provocação de mudança de lógica. “Em vez de pensar em fantasia, a ideia é pensar em história. Escolher uma peça do guarda-roupa que marcou uma fase, uma peça herdada, que já tenha tempo e afeto e ativar essa memória no Carnaval. E fazer pequenas intervenções. Não é sobre enfeitar demais, é sobre dar sentido. As pessoas perguntam, a conversa começa, o look vira narrativa. E isso combina muito com a rua, que é encontro, troca e presença”, determina.

O feito à mão é o coração da moda circular. E nada como colocá-lo em prática no Carnaval. Para isso, não precisa de técnica sofisticada. “Bordado simples, aplicação de retalhos, patches reaproveitados, amarrações com sobras de tecido, costuras aparentes e até os nós criam identidade. Um ponto colorido, uma frase bordada, uma aplicação improvisada. O importante é que o processo seja leve e pessoal. Customizar é um gesto de cuidado. Você cria vínculo com a peça e isso diminui o descarte. No Carnaval, essa estética mais imperfeita e afetiva combina mais com a rua do que algo industrializado”.
Colocando a mão na massa
- Invista em acessórios: colares, enfeites de cabeça, máscaras, flores, óculos chamativos, perucas, máscaras, tiaras, flores, óculos, todo tipo de adereços...
- Bolsas divertidas, meias coloridas, headpieces, lenços e outros complementos que vão diferenciar o look. São itens com custo menor e você pode aproveitar o que tem no guarda-roupa.
- Misture peças de roupas com estampas bem diferentes, mas com algum ponto de sintonia entre elas, como as cores, para que fiquem harmoniosas.
- Maquiagem: ela finaliza os looks com chave de ouro, é uma extensão da roupa, e pede cores e brilhos e adesivos faciais são práticos.
- Faça uma make de impacto, com brilho, mas que seja durável, sem exageros para não borrar e estragar o visual.
- Cabelo: pense em um penteado mais elaborado e finalize com um enfeite interessante.
- Roupas: priorize conforto e leveza, tecidos frescos e naturais, respiráveis. Use brilho e cor.
- Aposte em ideias sustentáveis, reinvente roupas que já tem no guarda-roupa.
- Customize as peças com bordado, aplicação de retalhos, patches reaproveitados, amarrações com sobras de tecido, costuras aparentes, franjas, uma frase bordada, broches...
- Se inspire em personagens fictícios ou da vida real e da cultura pop para criar sua fantasia
- A folia é democrática, pense na sua escolha, descarte alguma ideia que possa ofender o outro.