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Estado de Minas BEM-ESTAR

As varizes não são apenas uma questão estética

Problema circulatório evolui e pode se tornar grave


postado em 05/02/2019 12:39 / atualizado em 05/02/2019 12:10

(foto: Pexels)
(foto: Pexels)

Médicos estimam que de 70% a 80% dos casos de varizes estejam ligados à genética. Entretanto, o problema circulatório pode ser agravado por hábitos ruins como sedentarismo ou obesidade.

Nas pernas, as veias possuem válvulas para impedir que o sangue retorne aos pés pela ação da gravidade e possa ser levado de volta para o coração. Mas, se esse mecanismo não funciona adequadamente, ocorre uma sobrecarga sanguínea, dando origens às varizes.

De acordo com o angiologista Marcelo Rodrigo de Souza Moraes, da Associação Paulista de Medicina, essa é uma das patologias mais comuns do mundo: até um terço das mulheres e um quinto dos homens têm ou terão algum grau de doença venosa ao longo da vida.

O diagnóstico das varizes, em muitos casos, é feito pela própria pessoa, e a complexidade dos quadros está relacionada aos sintomas. "Quando há apenas vazinhos, provavelmente não vão gerar comprometimento circulatório muito sério no curto prazo. Eventualmente, quando se tem veias dilatadas mais altas, presença de dor, coceira, inchaço ou cansaço nas pernas, isso pode acarretar efeitos circulatórios mais graves, como um edema", afirma o especialista.

Segundo o médico, é errado acreditar que o problema nas pernas, mesmo que pareça sutil, seja uma questão apenas estética. "A doença venosa evolui. Em seu estágio inicial, pode apresentar uma queixa predominantemente estética, mas não nos deixemos enganar; esse é apenas o começo do quadro", alerta o angiologista.

Vale relembrar que, além de fatores genéticos, estão sujeitas à doença pessoas que passam muitas horas de pé ou sentadas, posições que dificultam a circulação adequada de sangue. Para tal grupo, é indicada a movimentação dos membros a cada 30 minutos.

Marcelo Moraes destaca ainda a importância de praticar atividades com foco na panturrilha, parte do corpo fundamental para o retorno do sangue ao coração. "Não conseguimos alterar a genética, mas é possível mudar hábitos. Se um paciente está acima do peso, iremos orientá-lo a emagrecer. Para sedentários, recomentamos a prática de atividades físicas. Também indicamos o uso de meias compressivas, que ajudam na circulação", diz o especialista.

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