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Estado de Minas BEM-ESTAR

Entenda as diferenças entre os diferentes métodos de emagrecimento

Balão intragástrico, cirurgia bariátrica, gastroplastia e remédios: qual a melhor opção?


postado em 06/10/2017 11:39 / atualizado em 06/10/2017 11:39

Segundo dados do Ministério da Saúde, um em cada cinco brasileiros é obeso e mais da metade da população tem excesso de peso. A obesidade é uma das doenças adquiridas que mais preocupa os pesquisadores em todo o mundo, chegando a ser, inclusive, uma questão de saúde pública. Ainda conforme o ministério, nos últimos 10 anos, a obesidade no Brasil aumentou 60%, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016.

O excesso de peso é fator de risco para uma série de problemas, como doenças cardiovasculares e ortopédicas, diabetes e aumento da incidência de tumores. Portanto, é fundamental que as pessoas acima do peso busquem uma vida mais saudável. Além da reeducação alimentar e da mudança de hábitos, em alguns casos, os obesos podem precisar ir para a sala de cirurgia.

O gastroenterologista Mauro Jácome explica a diferença entre os tratamentos mais suados para emagrecer:

Cirurgia bariátrica

Invasiva, requer anestesia geral e cortes. Ela é recomendada para obesos mórbidos, com IMC igual ou superior a 40 ou pessoas com IMC superior a 35 que possuem doenças associadas à obesidade. A cirurgia demora cerca de duas horas e o paciente fica internado por cerca de quatro dias. O repouso varia de duas semanas a um mês. "Proporcionalmente, é como transformar um recipiente de um litro em uma xícara de café. Deve ser a última opção para quem precisa emagrecer", comenta o médico. A perspectiva de perda de peso fica entre 25% e 35%.

Balão intragástrico

O balão é indicado para quem tem IMC entre 27 e 32,7 e que não obteve resultado com outros procedimentos. Além disso, ele é recomendado para pacientes com problemas associados ao excesso de peso, como colesterol alto, doenças ortopédicas e diabetes. "O balão intragástrico também pode ser colocado em pessoas com IMC entre 32 e 50 que não desejam realizar a cirurgia bariátrica e com IMC acima de 50 apenas quando estão em fase pré-operatória de redução e precisam perder um pouco de peso antes do procedimento", diz Mauro Jácome. O procedimento dura cerca de 30 minutos, sem necessidade de repouso e os efeitos colaterais são mais leves que o da cirurgia bariátrica. A estimativa de perda de peso é de 20% a 30%.

Gastroplastia endoscópica

Procedimento intermediário entre a cirurgia bariátrica e o balão intragástrico, a gastroplastia também se trata de um procedimento invasivo, entretanto, por ser realizado por endoscopia oral, afeta menos o organismo. "Vulgarmente falando, é como se desse uma 'bainha' em uma extremidade do estômago, por meio da endoscopia. Apesar de mais simples, o método exige anestesia e deve ser realizado somente em ambiente hospitalar", esclarece o gastroenterologista. Como resultado, o paciente passa a ter um reservatório gástrico de 50% a 60% menor e, desta maneira, reduz a alimentação diária, o que leva ao emagrecimento. O paciente recebe alta no mesmo dia e retoma as atividades em uma semana. Obesos leves e moderados (graus I e II), com índice de massa corporal de 30, podem realizar o procedimento. A perspectiva de perda de peso fica entre 25 e 35%.

Remédios emagrecedores

"Quando prescritos por profissionais habilitados, tornam-se uma ferramenta no combate à obesidade se associados à mudança de hábitos alimentares e à introdução ou o aumento de atividades físicas", diz Jácome. Vale dizer que o remédio funciona apenas como um gatilho para auxiliar o paciente a começar a perda de peso, não sendo recomendado o uso constante e sem prescrição. A perda de peso pode ficar entre 15 e 20%.

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