Sabia que apenas 5% dos casos de câncer de mama têm origem genética?

A prevenção do principal tumor que afeta as mulheres deve ser permanente

por Encontro Digital 01/11/2017 17:19

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(foto: Pixabay)
O mês de outubro já passou, mas falar sobre o câncer de mama é sempre necessário, já que este é o tipo de tumor que mais mata as mulheres. No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que entre 50 e 60 mil novos casos da doença surjam todos os anos. O problema é que muitas mulheres acreditam que só é preciso se preocupar com esse tipo de câncer quando há algum caso na família.

Segundo o médico Joaquim Moraes Sarmento Filho, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, 95% das pacientes com câncer de mama não têm fator genético, mas as células passam por mutação no decorrer da vida. Entretanto, ele destaca que aquelas com histórico familiar devem realizar o acompanhamento, porque o tumor pode aparecer mais cedo, antes dos 40 anos.

O especialista lembra que a doença também pode atingir homens, mas a incidência é menor – a cada 100 casos em mulheres, apenas um aparece em homens. Neste caso, a mama masculina é pequena e pode aparecer ulcerações e secreção com sangue. Já na mulher, é comum o aparecimento de nódulos e secreção de forma espontânea e persistente.

O médico lembra que o câncer de mama começa pequeno, mas suas células podem alcançar a corrente sanguínea e atingir outros órgãos.

Sobre a prevenção, Joaquim Sarmento esclarece que é importante fazer a mamografia anualmente. "Quanto mais precoce a detecção, maior a chance de cura. Essas chances de cura chegam a 99% quando é detectado o câncer em estágio inicial", afirma o professor.

(com Rádio USP)

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