Com o calor, uso de piscinas demanda a atenção de moradores e síndicos

Para evitar problemas, especialmente com crianças, alguns cuidados devem ser tomados

por Da redação com assessorias 05/12/2017 09:47

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Sabia que os condomínios com piscina precisam ter salva-vidas treinados e aptos a socorrer os banhistas? (foto: Pexels)
Com a chegada do Verão, o calor é um ótimo atrativo para banhos de piscina. Apesar de ser uma atividade saudável, a natação ou as bricnadeiras na água podem acabar gerando acidentes, principalmente devido a instalações inadequadas e equipamentos comprometidos por falta de manutenção ou uso indevido. Nem todos sabem, mas é obrigação do condomínio garantir a segurança de seus banhistas, por meio da segurança de suas instalações, da balneabilidade da água, do aspecto sanitário das instalações e do comportamento responsável e defensivo dos usuários.

O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias em Engenharia de São Paulo (Ibape) recomenda que as informações aos condôminos devem ser dispostas em local e tamanho visíveis, inclusive com ilustrações, contemplando advertências e orientações ao comportamento responsável e defensivo na piscina.

Segundo a engenheira civil Rejane Saute Berezovsky, diretora do Ibape/SP, um dos cuidados da inspeção preventiva é em relação ao risco de sucção, que se dá pelo sistema de drenagem e tratamento da água da piscina, e que fica abaixo da linha d'água, causando o risco de enlace de cabelos, aprisionamento de membros do corpo, objetos e/ou joias, podendo até levar à morte. "Recomendamos o uso de tampas antiaprisionamento ou tampas não bloqueáveis, que cubram o dreno de fundo. O recomendável é procurar um profissional habilitado para executar uma inspeção predial e apontar as medidas necessárias em cada local do condomínio. E após essa medida, o gestor condominial precisa estar atento a todos os quesitos citados e realização da manutenção contínua", comenta a engenheira.

Rejane Berezovsky aproveita para citar alguns cuidados que os condomínios devem ter em relação à piscina:

  • É preciso ter salva-vidas identificado e trajado, devidamente treinado, credenciado e capacitado para resgatar vítimas, oferecer primeiros-socorros e respiração artificial. O local deve ter cadeira de observação, telefone acessível, boia de salvamento e equipamentos de pronto-atendimento

  • O prédio precisa ter operador de piscina habilitado, treinado em curso para tratamento de água, operação de equipamentos, segurança, manutenção e afins

  • Quando a piscina estiver fora de uso (temporário ou definitivo), precisa ser tampada com lona, capa, redes ou similares, que assegurem a contenção de corpo, impedindo a imersão total no tanque e/ou sensores que informem a presença do corpo estranho na água

  • Manter o nível e volume de água dos reservatórios, conforme projeto

  • Evitar entrar na piscina com bronzeador, já que ele fica impregnado na parede e na borda da piscina, além de alterar a qualidade da água

  • Verificar e manter o pH da água conforme recomendação do manual, evitando, assim, o surgimento de algas, fungos e bactérias

  • Não utilizar produtos químicos que possam causar manchas no revestimento, no rejuntamento e danificar tubulações e equipamentos

  • Orientar os usuários a não jogar resíduos ou partículas que possam danificar ou entupir o sistema de drenagem/filtragem

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