Anvisa obriga uso de ferro e ácido fólico nas farinhas de trigo e milho

A nova resolução da agência visa proteger bebês contra má formação

por Encontro Digital 24/04/2017 09:57

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Apesar do fortalecimento das farinhas de trigo e milho com ferro e ácido fólico, nutricionista esclarece que é preciso consumir os nutrientes de outras fontes também (foto: Pixabay)
Fabricantes de farinha de trigo e de milho terão 24 meses para se adequarem às novas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que visam o fortalecimento do produto com ferro e ácido fólico.

Com base nas quantidades mínimas estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 100 gr de farinha terão que ser adicionados de 4 a 9 mg de ferro e de 140 a 220 µg (microgramas) de ácido fólico.

Segundo Ana Cláudia de Araújo, gerente substituta de pós-registro de alimentos da Anvisa, o ácido fólico auxilia no combate à anemia e à má formação de bebês durante a gestação. "Desde 2002, é obrigatória a adição de ferro e ácido fólico nas farinhas de trigo e de milho. No período de pós-fortificação, depois de 2002, houve uma redução significativa na prevalência de má-formação em bebês", comenta a gerente.

Na opinião da nutricionista Cristiane Coronel, a fortificação das farinhas nem sempre atinge níveis desejáveis. O ideal, nos casos em que se precisa suprir esses nutrientes, é variar a alimentação. "Junto com essa farinha fortificada, se você tem opções de feijões ou folhas verdes escuras já vai ajudar bastante em relação ao ferro e ao ácido fólico. As carnes, que possuem um valor maior e, geralmente, nem todo mundo tem acesso, são as melhores fontes de complexo B e também de ferro e ácido fólico", ressalta a especialista.

As informações sobre a fortificação da farinha deverão constar nos rótulos dos produtos.

(com Radioagência Nacional)

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