
Sempre companheiro e com disposição de sobra, não raras vezes Polaco senta na pista de corrida para aguardar o dono, que ficou para trás. Por recomendações médicas, após mais de 15 anos praticando esporte, Clarindo não poderá mais competir, mas quer continuar treinando o amigo. "Ele corre sozinho, conhece todos os percursos, e isso sempre me motivou", diz. "Minha grande alegria é tê-lo ao meu lado."

O designer de produto Adriano Ribeiro Ramos, de 50 anos, sempre teve uma parceira de malhação. Ao lado da labradora Phoebe, de 13 anos, andava de bike, corria e até surfava. Após a morte dela, no ano passado, Adriano não conseguiu ficar sozinho e arrumou uma nova companheira. Com 1 ano e meio, a pequena Megan Lili, da raça Italian Greyhound, já está sendo apresentada a alguns esportes. "Ela adora correr e aos poucos está perdendo o medo da água. Já a levo para nadar e passear de caiaque", diz Adriano.

Antes de levar o pet para praticar atividades físicas, contudo, é importante observar as especificidades de cada raça, além da idade e condições físicas de cada animal. "Da mesma forma como acontece com os humanos, as atividades físicas devem começar de maneira moderada, respeitando o condicionamento de cada um. Caso o animal esteja desestimulado ou ofegante, é porque já atingiu seu limite", diz o terapeuta canino Augusto Lavinas. Ele alerta que, no verão, é importante hidratar bem o animal e evitar sair em horários muito quentes, pois o aumento da temperatura corporal pode ocasionar hipertermia, levando à morte.
