
A grande polêmica gira em torno da dirofilariose canina, doença popularmente conhecida como "verme do coração", que atinge cães e gatos. Pesquisas apontam que o Aedes aegypti seria um dos responsáveis por sua transmissão. O parasita, que se instala no sangue do animal e segue até o coração, provoca inflamação, trombose, embolia pulmonar e insuficiência cardíaca. Nos gatos, a incidência é menor, mas não menos letal. Apesar da gravidade da doença, os especialistas esclarecem que não há motivos para alarde. "Para que o mosquito da dengue se torne um vetor e hospedeiro da dirofilariose, primeiro tem de picar um animal contaminado para depois desenvolver o estágio contaminante dentro do seu próprio intestino. Só a partir daí se tornará um transmissor", diz a veterinária Ana Leticia Bicalho, da Clínica São Francisco de Assis.

Assim, para garantir a segurança dos peludos, a dica é caprichar nos repelentes, sejam eles de uso oral, tópico, spray ou as já conhecidas coleiras. O buldogue francês Benjamim tem uma agenda cheia. Mesmo morando em apartamento, sempre sai à rua para passear, ser adestrado ou ir para o hotelzinho. Sua dona, a professora Maria Leonor Lima Silveira Menezes, não se descuida. "Ele não fica sem a coleira repelente, adaptou-se muito bem", diz.
