Você sabe quais vacinas deve tomar durante a vida?

Especialistas alertam que vacinas não são apenas para crianças e idosos. Confira as indicações para cada faixa etária

por Rafael Campos 21/06/2016 17:05

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(foto: Pixabay)
Mais de quatro milhões de pessoas foram imunizadas contra o vírus influenza em Minas Gerais, segundo a Secretaria de Estado de Saúde. A campanha durou 20 dias e a meta foi alcançada. A procura foi tão grande que as vacinas acabaram por várias vezes durante a campanha, e os estoques tiveram de ser renovados, tanto em postos de saúde quanto na rede privada.  A corrida para se prevenir contra o vírus se deve a uma ampla campanha na mídia. Contudo, normalmente, as pessoas esquecem de imunizar-se contra uma série de doenças ao longo da vida, por considerar que isso é importante apenas para crianças. Mas especialistas alertam: os adultos também precisam ser imunizados. Para cada faixa etária, existem vacinas específicas (confira tabela).

Segundo o presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estevão Urbano, o tema deve ser levantado no consultório. "A vacina tem de entrar numa rotina de avaliação, independentemente da idade do paciente", afirma. É o caso da tríplice bacteriana, que deve ser tomada a cada 10 anos e protege contra difteria, tétano e coqueluche. A vacina não consta do calendário oficial, mas o médico a recomenda. A imunização contra a herpes zóster também é indicada pelo especialista para pessoas acima de 50 ou 60 anos, além da pneumo 23, que previne contra 23 tipos de pneumonia.

No caso das crianças, os pais também devem ficar atentos. Além daquelas que já constam do calendário básico, há outras que não podem ser ignoradas, como a que protege contra a meningite B. "Antes tínhamos a tetravalente para quatro tipos de meningocócicos, mas não havia para o tipo B. Seria importante o ministério incluir no calendário", diz Urbano. Segundo o médico, a maioria dos adultos deixa em segundo plano as imunizações de reforço, como é o caso da febre amarela, especialmente para quem está com viagem marcada.

Clique para ampliar e conferir a tabela de vacinação

A falta do cartão de vacina, com o histórico do paciente, não é empecilho. "Se a pessoa não tem certeza para qual doença foi imunizada, não há problema em repetir a dose." A solução é simples: na dúvida, vacine.

Para quem não conseguiu a imunização contra o vírus influenza, o médico explica que não há motivos para pânico. "Não é verdade que existem mais vírus circulando ou que eles estão mais fortes. O H1N1, por exemplo, é apenas um dos vários tipos de vírus da gripe que existem. Acontece é que eles se renovam a cada ano e nem mesmo a imunização consegue proteger 100%", diz. O conselho para os vacinados e não vacinados contra a gripe é o mesmo: lavar bem as mãos e manter os ambientes limpos e frescos. Conforme a Secretaria de Estado de Saúde, foram registrados, até o dia 25 de maio, 141 casos de síndrome respiratória aguda grave, que inclui a influenza, com 38 mortes.

Regina Coeli, da coordenadoria de imunização da Secretaria de Estado de Saúde, diz que a baixa procura na fase adulta se deve a fatores como questão cultural, desinformação ou até mesmo simples recusa do paciente. Mas Marilene Lucinda, especialista em vacinas do Grupo Hermes Pardini, percebe que isso vem mudando. "Temos notado um aumento do número de pessoas de faixas etárias distintas. Em alguns períodos do ano, a procura chega a dividir o movimento com as crianças", diz. Conforme Marilene, a preocupação dos adultos com as vacinas aumentou especialmente a partir de 2009, quando passou a ser disponibilizada a  imunização contra o HPV, que protege as mulheres contra o câncer do colo de útero. Com a proliferação de tantas doenças no últimos anos, vale o velho ditado: o melhor mesmo é prevenir do que remediar.

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