50 anos do silicone: próteses são um aliado da autoestima

Histórias de mulheres que tiveram as vidas mudadas graças às próteses de silicone e a evolução dos implantes sob a ótica de alguns dos principais cirurgiões plásticos da cidade

por Carolina Daher 14/07/2016 12:23

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À vontade na piscina

Gustavo Andrade/Encontro
(foto: Gustavo Andrade/Encontro)
Com 1,81 m de altura, 63 kg e lindos olhos verdes, é difícil acreditar que alguma coisa estava errada no corpo esguio da modelo Alyne Lira, de 20 anos. "Sempre fui segura com a minha aparência, mas comecei a pensar em pôr silicone ao ver o resultado em algumas amigas que tinham colocado", diz. No final do ano passado, ela entrou no bisturi e saiu da sala de cirurgia com uma prótese de 325 ml. "Fiquei muito mais feliz do que imaginei que ficaria", diz. Já com a nova silhueta, Alyne passou a fazer editoriais de lingerie e roupas de banho. Também passou a ser escolhida para fazer fotos com vestido de festas. "Admito que estou usando mais decotes", ri.

Amamentação após o implante

Pedro Nicoli/Encontro
(foto: Pedro Nicoli/Encontro)
A empresária Keily Kristiny Henrique Prado Oliveira, de 45 anos, lembra-se de, ainda criança, ir com a mãe ao salão de beleza para pintar as unhas. Também adorava comprar bijuterias e, se deixassem, usava anéis até nos dedos dos pés. "Sempre fui vaidosa", afirma. Em 1994, teve seu primeiro filho, Gabriel. Seis anos depois, colocou prótese de silicone. "Voltei a me sentir bem com o meu corpo", diz ela, que há nove anos engravidou de Daniel. "Amamentei durante um ano e quatro meses, normalmente. A prótese não me atrapalhou em nada. Muito pelo contrário, tive tanto leite que consegui até doar."

Tudo novo: peito e bumbum

Arquivo pessoal
(foto: Arquivo pessoal)
Quando adolescente, a bancária Alexandrina de Oliveira Gonçalves Ribeiro, de 30 anos, era gordinha. As piadas com seu corpo a incomodavam tanto que ela acabou desenvolvendo bulimia. Precisou de tratamento nutricional e psiquiátrico para se livrar dos fantasmas do passado. Curada, resolveu se cuidar. Perdeu 10 kg e acabou se tornando miss em sua cidade, Santo Antônio do Monte. "Mas, com o emagrecimento, perdi também peito e bumbum", lembra. Foi então que recorreu às próteses de silicone. Nas nádegas foram 300 ml, colocados em cada lado no início do ano. "O pós-cirúrgico é chato, fiquei mais de 60 dias sem sentar", diz. O sacrifício valeu a pena. "Qualquer roupa cai bem no meu corpo. Estou me sentindo linda até de pijama."

A cirurgiã que usa o que recomenda

Cláudio Cunha/Encontro
(foto: Cláudio Cunha/Encontro)
"A mama é uma identificação da feminilidade. Esteticamente, é o que de imediato difere os homens das mulheres", diz Izabella de Moura Guerra Kalil, de 29 anos. Filha do cirurgião plástico Sebastião Nelson Edy Guerra, um dos mais renomados da cidade, ela pôs sua primeira prótese aos 17 anos. "Ele não sucumbiu à minha vontade simplesmente. Ter colocado o implante foi importante para a minha segurança no momento em que estava saindo da adolescência para me tornar mulher." Hoje cirurgiã plástica especializada em silicone, é ela quem faz isso por outras meninas na mesma situação. Em fevereiro trocou seu implante por um maior. "Assim como as próteses evoluíram, o meu corpo também. A primeira tinha um formato mais achatado na base e, agora, escolhi uma com projeção um pouco maior para deixar o colo ainda mais bonito".

Um recomeço de vida

Leo Araújo/Ecnontro
(foto: Leo Araújo/Ecnontro)
A relações-públicas Mônica Falcão, de 49 anos, teve câncer de mama e, em 2013, precisou retirar o seio direito. "Algumas mulheres não falam sobre o assunto, eu não tenho problema algum. Muito pelo contrário, gosto de mostrar que há, sim, como vencer a doença", diz. Vaidosa, ela sempre teve uma atenção especial com o corpo. "Sou casada com um homem mais jovem, então, imagina? Eu me cuido mesmo", diz, rindo. Durante a doença, a relação de 15 anos com o advogado Francesco Reale ficou ainda mais forte. "No dia em que raspei a cabeça, ele fez o mesmo. Foi um gesto lindo." Mais do que simples estética, o silicone tem um significado especial para ela depois da mastectomia. "É a prova de que venci, que ganhei o jogo. Estou viva."

Em busca de seios ainda maiores

Pedro Nicoli/Encontro
(foto: Pedro Nicoli/Encontro)
À frente do salão Jacques Janine, a cabeleireira e maquiadora Flávia Menicucci costuma dizer que, muitas vezes, a beleza precisa vir de fora para transformar algo internamente. "Eu me canso de ver clientes que mudam de aparência e ficam muito mais felizes e seguras", afirma. E foi pensando assim que ela decidiu, há seis anos, aumentar os seios com uma prótese de 255 ml. Em julho, vai trocar por uma maior, de 435 ml. "Com a idade, aprendemos que não podemos nos descuidar. Malho todos os dias e levo uma vida muito saudável", diz. "Como estou mais seca, acho que meu corpo está pedindo um silicone maior, mesmo sabendo que estão na moda peitos menores."

Xô, enchimentos

Cláudio Cunha/Encontro
(foto: Cláudio Cunha/Encontro)
A maior preocupação da enfermeira Leandra Costa Gontijo, de 35 anos, quando decidiu colocar a prótese de silicone era como explicar para as duas filhas pequenas - Raquel, de 5 anos, e Sara, de 2 - que ela teria de passar algum tempo sem poder dar colo. "Minha estratégia foi começar a prepará-las bem antes da cirurgia", diz. Deu certo. Sua recuperação foi ótima. Leandra se internou às 7h e às 20h já estava em casa. "Foi rápido e simples. A primeira semana é a mais difícil, mas não impossível", conta. Os 295 ml implantados deram uma guinada na autoestima da enfermeira, que tinha visto seus seios "desaparecerem" depois
da amamentação. Podia estar o calor que fosse que eu não abria mão de usar sutiã com o máximo de enchimento possível, diz. "Agora, eu gosto do que vejo no espelho."

Confira a matéria completa na versão digital da Encontro.

Número de implantes de silicone na mama pelo mundo*


Estados Unidos:
351.540
Brasil:
206.606
México:
54.669
Alemanha:
52.309
França:
45.354
Colômbia:
42.475
Coreia do Sul:
33.830
Japão:
25.474

*Fonte:
American Society for Aesthetic Plastic Surgery (ASAPS). Números de 2014.

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