Banco Inter, MRV e Localiza criam espaço para startups em BH

O local colaborativo fica no bairro Lagoinha e reunirá na capital mineira novas empresas de tecnologia

por Geórgea Choucair 20/06/2017 10:54

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Alexandre Rezende/Encontro
(foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Mais de três dezenas de startups de tecnologia reunidas em um mesmo ambiente, que vai funcionar como um centro de gravidade no qual orbitam grandes empresas, investidores e instituições de ensino. Essa é a ideia do Órbi, projeto que será lançado no segundo semestre na avenida Presidente Antônio Carlos, na Lagoinha. Patrocinada pelo Banco Intermedium, pela MRV Engenharia e pela locadora de veículos Localiza, a empreitada vai absorver 3 milhões de reais de investimento em 24 meses. "Queremos levar tecnologia e o que há de mais moderno para o Órbi", diz João Vitor Menin, presidente do Intermedium. "Belo Horizonte é a capital do conhecimento."

Várias empresas da San Pedro Valley, comunidade que reúne mais de 300 startups na capital, vão integrar o projeto. "A nossa missão vai ser a difusão e a conexão do conhecimento empreendedor", afirma Pedro Menezes, um dos cocriadores do projeto e da startup Cotak (lê-se Cota cá), que por meio de formulário único faz a cotação dos preços de seguros de veículos.

A criação do Órbi surgiu de uma reunião entre João Vitor e Pedro em setembro do ano passado. O projeto foi apresentado à Localiza e à MRV, que também é controlada pela família Menin. "Em duas semanas já tínhamos todo o time em campo", afirma João Vitor. "O maior desafio, que seria a aglutinação dessas empresas, foi vencido", completa. As empresas patrocinadoras não pretendem investir nas startups selecionadas. "Nossa intenção não é comprar participação em startups para vender mais tarde", diz o executivo. A proposta das patrocinadoras é ganhar conhecimento, rede de contatos e novas visões de estratégia e planejamento.

O Órbi vai ocupar espaço de 1 mil m2 e já há uma área preparada para futura expansão, capaz de dobrar a estrutura de tamanho. A iniciativa terá um conselho formado por representantes das três empresas patrocinadoras, três representantes das startups e outro membro independente. A seleção das integrantes iniciais será feita por esse conselho. "Queremos contar com uma pluralidade de segmentos", afirma João Vitor.

Além de estarem em um espaço colaborativo, as empresas de tecnologia selecionadas pagarão um aluguel subsidiado. A intenção dos empresários é tentar diminuir a taxa de mortalidade dessas empresas, formando um berço de geração de novos negócios e fomentando a inovação. "Em um ambiente assim fica mais fácil sobreviver", diz João Vitor.

"Apesar de sermos de áreas diferentes, nosso objetivo é o mesmo: estimular a inovação e a inteligência em Belo Horizonte", diz Alberto Campos, diretor de tecnologia da Localiza. Ele enfatiza o fato de a capital ter excelência intelectual e digital reconhecida em todo o Brasil. "O projeto vai ser formado por pessoas com cabeça no futuro, energia e vontade de fazer. Os corpos celestes vão se atrair", afirma Alberto.

Antes mesmo do início das operações, o Órbi já conta com empresas de variadas áreas interessadas em participar do projeto. "Vamos avaliar sem pressa tanto possíveis investidores quanto novos patrocinadores", diz João Vitor. Na sua avaliação, o ecossistema vai ser um hábitat de alta tecnologia. "A ideia é levar para os investidores boas oportunidades de negócios", diz Pedro, da Cotak.

Para definir os detalhes do Órbi, os patrocinadores visitaram iniciativas semelhantes, como o Cubo, um ecossistema digital em São Paulo. Foram ainda ao Porto Digital, parque tecnológico localizado em Recife, e ao centro de inovação Acate, em Florianópolis. Além das áreas de trabalho para startups, o Órbi terá espaço para cursos, workshops e eventos. "O futuro é digital. O Órbi vai reunir a nata da tecnologia e novas ideias", afirma, entusiasmado, João Vitor.

Conheça o Órbi

Número inicial de startups: 35 a 40
Área: 1.000 m2
Investimento: R$ 3 milhões
Início das operações: segundo semestre de 2017
Localização: Lagoinha

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