Saiba como e quando usar jardins verticais na decoração

Além de poupar espaço, os projetos decoram e embelezam os mais diversos ambientes

por Daniela Costa 22/06/2017 14:56

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Ronaldo Dolabella/Encontro
O jardim vertical residencial projetado pelas paisagistas Flávia D'Urso e Moema Bernardes traz plantas variadas: asparagus, cissus, samambaia e hera mesclam-se a orquídeas (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Ter um jardim dentro de casa é uma proposta para lá de atraente, especialmente para aqueles que moram em centros urbanos, cercados de blocos de concreto e pouco verde. Para trazer um pedacinho da natureza para junto de si, basta apenas ter boas ideias. Isso porque os chamados jardins verticais não requerem muito espaço e embelezam os ambientes. Aquela velha tradição das avós de ter plantas em xaxins suspensos na varanda ganhou releitura, transformando-se em projetos ousados e sofisticados. "Exploramos diferentes texturas e tonalidades e analisamos todas as profundidades e pesos, buscando harmonizar as formas ortogonais da arquitetura e humanizar o espaço", diz a paisagista Moema Bernardes.

Fixado no sentido vertical em paredes e muros, ou presos por suportes instalados no mesmo sentido, é possível criar diversos modelos de painéis verdes, com plantas de espécies variadas. Tamanha é a versatilidade que, além de compor a decoração de imóveis residenciais, os jardins verticais são utilizados em grandes construções, aumentando o isolamento acústico e térmico das fachadas dos edifícios, controlando a luminosidade do ambiente e cultivando o caráter de sustentabilidade. A proposta também reduz a poluição sonora e do ar. Na choperia Albano’s de Lourdes, a grande manta verde que cobre a parede principal do estabelecimento é responsável por absorver e tratar em média 30% do ruído natural do espaço. "Isso sem falar na questão estética, que faz toda a diferença", ressalta o diretor executivo, Felipe Ferraz.

Tanto em projetos residenciais quanto comerciais, é possível optar por pequenos painéis decorativos ou intentos mais ousados. O empresário Acrisio Junior, do salão Studio A, foi um dos primeiros a adotar a ideia em um estabelecimento comercial da capital mineira. Em sua ampla sala de atendimento, um jardim vertical de 5 metros de altura, com 170 vasos fixados na parede onde estão postas as cadeiras e espelhos, causa surpresa e encanta os clientes. "Trouxe a ideia de São Paulo e, sete anos depois, não me arrependo", diz. Em seu caso, o espaço fechado, com pouca luz natural e a incidência constante de ar condicionado, requer cuidados redobrados. "A princípio tínhamos uma chuva de samambaias que acabavam não durando muito tempo. Até mudarmos para outras plantas mais adequadas."

Ronaldo Dolabella/Encontro
Jardim vertical residencial projetado pelo paisagista Lincol Neto: misto de aspargos, cissus, liriope e dólar (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Analisar as condições do ambiente onde o projeto será implantado é fundamental para mantê-lo saudável.  Áreas externas pedem espécies resistentes ao sol e as internas, plantas que se desenvolvem bem à sombra. "A iluminação natural deve ser sempre mantida, e o local precisa ser bem arejado", orienta a paisagista Lucia Borges Dias, apresentadora do canal no YouTube Vida no Jardim. É possível cultivar qualquer espécie em jardins verticais, desde que os suportes e vasos sejam apropriados e respeitem o espaço necessário para o desenvolvimento das raízes. Em pequenas áreas, espécies como suculentas, renda-francesa, columeias, jiboias e peperomias são as mais indicadas. Nos maiores, a dica são plantas que possuem mais crescimento e desenvolvimento, como samambaias e filodendros. Ambientes próximos a cozinhas podem receber espécies comestíveis como orégano, alecrim, manjerona, manjericão, tomilho, sálvia, hortelã e salsinha.

Detalhes práticos e técnicos também devem ser considerados. Localizado ao lado da piscina, o jardim vertical do apartamento da arquiteta Juliana Giovannini recebe sol na parte da manhã e conta com sistema de irrigação automático, o que diminui a necessidade de manutenção constante. "Assim as folhagens ficam sempre viçosas." É necessário também o acompanhamento periódico realizado por profissionais. "As manutenções são realizadas conforme a necessidade de cada espécie, quando ocorrem as podas, aplicação de inseticidas e adubação", explica o empresário Lincol Roque da Silva Neto, da Giardino Paisagismo.

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