Publicidade

Estado de Minas ENCONTRO DéCOR | PAISAGISMO

Saiba como e quando usar jardins verticais na decoração

Além de poupar espaço, os projetos decoram e embelezam os mais diversos ambientes


postado em 22/06/2017 14:56 / atualizado em 22/06/2017 15:49

O jardim vertical residencial projetado pelas paisagistas Flávia D'Urso e Moema Bernardes traz plantas variadas: asparagus, cissus, samambaia e hera mesclam-se a orquídeas(foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
O jardim vertical residencial projetado pelas paisagistas Flávia D'Urso e Moema Bernardes traz plantas variadas: asparagus, cissus, samambaia e hera mesclam-se a orquídeas (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Ter um jardim dentro de casa é uma proposta para lá de atraente, especialmente para aqueles que moram em centros urbanos, cercados de blocos de concreto e pouco verde. Para trazer um pedacinho da natureza para junto de si, basta apenas ter boas ideias. Isso porque os chamados jardins verticais não requerem muito espaço e embelezam os ambientes. Aquela velha tradição das avós de ter plantas em xaxins suspensos na varanda ganhou releitura, transformando-se em projetos ousados e sofisticados. "Exploramos diferentes texturas e tonalidades e analisamos todas as profundidades e pesos, buscando harmonizar as formas ortogonais da arquitetura e humanizar o espaço", diz a paisagista Moema Bernardes.

Fixado no sentido vertical em paredes e muros, ou presos por suportes instalados no mesmo sentido, é possível criar diversos modelos de painéis verdes, com plantas de espécies variadas. Tamanha é a versatilidade que, além de compor a decoração de imóveis residenciais, os jardins verticais são utilizados em grandes construções, aumentando o isolamento acústico e térmico das fachadas dos edifícios, controlando a luminosidade do ambiente e cultivando o caráter de sustentabilidade. A proposta também reduz a poluição sonora e do ar. Na choperia Albano’s de Lourdes, a grande manta verde que cobre a parede principal do estabelecimento é responsável por absorver e tratar em média 30% do ruído natural do espaço. "Isso sem falar na questão estética, que faz toda a diferença", ressalta o diretor executivo, Felipe Ferraz.

Tanto em projetos residenciais quanto comerciais, é possível optar por pequenos painéis decorativos ou intentos mais ousados. O empresário Acrisio Junior, do salão Studio A, foi um dos primeiros a adotar a ideia em um estabelecimento comercial da capital mineira. Em sua ampla sala de atendimento, um jardim vertical de 5 metros de altura, com 170 vasos fixados na parede onde estão postas as cadeiras e espelhos, causa surpresa e encanta os clientes. "Trouxe a ideia de São Paulo e, sete anos depois, não me arrependo", diz. Em seu caso, o espaço fechado, com pouca luz natural e a incidência constante de ar condicionado, requer cuidados redobrados. "A princípio tínhamos uma chuva de samambaias que acabavam não durando muito tempo. Até mudarmos para outras plantas mais adequadas."

Jardim vertical residencial projetado pelo paisagista Lincol Neto: misto de aspargos, cissus, liriope e dólar(foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Jardim vertical residencial projetado pelo paisagista Lincol Neto: misto de aspargos, cissus, liriope e dólar (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Analisar as condições do ambiente onde o projeto será implantado é fundamental para mantê-lo saudável.  Áreas externas pedem espécies resistentes ao sol e as internas, plantas que se desenvolvem bem à sombra. "A iluminação natural deve ser sempre mantida, e o local precisa ser bem arejado", orienta a paisagista Lucia Borges Dias, apresentadora do canal no YouTube Vida no Jardim. É possível cultivar qualquer espécie em jardins verticais, desde que os suportes e vasos sejam apropriados e respeitem o espaço necessário para o desenvolvimento das raízes. Em pequenas áreas, espécies como suculentas, renda-francesa, columeias, jiboias e peperomias são as mais indicadas. Nos maiores, a dica são plantas que possuem mais crescimento e desenvolvimento, como samambaias e filodendros. Ambientes próximos a cozinhas podem receber espécies comestíveis como orégano, alecrim, manjerona, manjericão, tomilho, sálvia, hortelã e salsinha.

Detalhes práticos e técnicos também devem ser considerados. Localizado ao lado da piscina, o jardim vertical do apartamento da arquiteta Juliana Giovannini recebe sol na parte da manhã e conta com sistema de irrigação automático, o que diminui a necessidade de manutenção constante. "Assim as folhagens ficam sempre viçosas." É necessário também o acompanhamento periódico realizado por profissionais. "As manutenções são realizadas conforme a necessidade de cada espécie, quando ocorrem as podas, aplicação de inseticidas e adubação", explica o empresário Lincol Roque da Silva Neto, da Giardino Paisagismo.

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade