Tranquilidade e lotes amplos agradam os moradores do Belvedere

Além do comércio diversificado, a região tem outros atrativos que garantem a satisfação dos moradores

por Geórgea Choucair 31/07/2017 14:34

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Ronaldo Dolabella/Encontro
O advogado Bady Curi com a mulher, Iva, e os filhos Lucas, Aline e Bady Filho, (agachado): muita diversão ao lado do lago com cascata (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Festas, diversão e alegria fazem parte da rotina da família do advogado Bady Curi. E grande parte das boas histórias e gargalhadas com familiares e amigos acontece na área de lazer de sua ampla casa no Belvedere. Ele chega a receber 70 pessoas nos fins de semana para lanches, churrascos ou eventos com comida japonesa. Motivos para as festas? Não precisa. Na família de Bady Curi uma simples folguinha já é mais do que razão para reunir amigos.

Os encontros ocorrem geralmente no aconchegante ambiente ao ar livre, com churrasqueira, sauna, área gourmet, piscina, lago com cascata, boate e até uma bateria e um piano para os amigos darem vazão a seus dotes musicais. "É aqui que passo a maior parte do tempo quando estou em casa", diz Bady. "Onde eu acharia um terreno deste tamanho na região central de Belo Horizonte?" Bady mora no bairro há 19 anos com a mulher, a assessora jurídica Iva Vieira Curi, e os três filhos, Aline Curi, de 27 anos,  Bady Curi Filho, de 19, e Lucas Bady Vieira Curi, de 17. Ele frequenta o Belvedere desde a adolescência, quando participava do grupo de encontro de jovens na paróquia Nossa Senhora Rainha. "Vários dos meus amigos tinham casa aqui", lembra. O advogado sempre morou em casa quando solteiro e quis manter a tradição.

No Belvedere, viu os prédios serem erguidos. "Essa mudança foi boa. Trouxe mais vida e modernidade", diz Bady. "Antes não tinha nem padaria aqui perto", lembra Iva. Hoje, ela não sai do bairro para praticamente nada: tudo é feito por lá, como as idas ao salão de beleza, supermercado, padaria, banco e sacolão. Iva e os filhos costumam caminhar com frequência pela Lagoa Seca, a praça no coração do bairro que reúne centenas de pessoas ao redor de atividades físicas e encontros para bate-papo nas lanchonetes, restaurantes e academias da redondeza. "Aqui tem um astral diferente. Parece que estamos numa cidade de praia", afirma Iva. Os prédios ajudaram a trazer moradores mais jovens. "No passado, as casas não tinham recém-casados", diz Bady.

alexandre Rezende/Encontro
O empresário Michel Saliba com a mulher, Valéria, e os filhos, Gabriel e Bárbara: momentos de descanso desfrutados com amigos na área de lazer do prédio (foto: alexandre Rezende/Encontro)
As únicas coisas que fazem o advogado torcer o nariz é quando o assunto é violência e o preço do IPTU. "Eu nem me importaria em pagar valor mais alto de imposto, mas desde que houvesse policiamento", afirma. Para dar mais proteção à família, foi preciso colocar guarita na porta da casa. A segurança ganhou mais força na companhia de três grandes "amigos" da família: o border collie Spike, o leão-da-rodésia Zig e o buldogue-americano Jack, que ficam soltos pelo terreno.

Curtir a área de lazer da casa ou do edifício é característica comum entre os moradores. A família do empresário Michel Saliba mora em apartamento no Belvedere há 10 anos e não gosta de frequentar clubes. Os momentos de folga são desfrutados com amigos no próprio prédio, que tem piscina, salão de festas, área gourmet, academia de ginástica, sauna, brinquedos e quadra poliesportiva. Lá, eles também costumam jogar buraco com a vizinhança e fazer churrascos e festas de Natal, Páscoa e Halloween. "O relacionamento é muito bom", diz Michel. Sua mulher, a funcionária pública Valéria Dias de Oliveira Saliba, o filho Gabriel, de 13 anos, e a filha Bárbara, de 7, passeiam com frequência na Lagoa Seca e aos domingos  frequentam a paróquia do bairro. "É um lugar com energia boa, além de ser confortável", diz Valéria.

Eles gostam de restaurantes e a escolha é sempre pela região. "Só saio daqui para trabalhar. Até os médicos ficam na vizinhança", diz Valéria. Como anda muito a pé, ela acaba descobrindo muitas lojas e serviços diferenciados. "Tem ateliê com produtos lindos e papelarias estilizadas, por exemplo."

A estrutura do bairro, com prédios mais afastados, atrai a família. "E a associação de moradores é ativa na conservação das praças", diz Michel. Ele não pensa em morar em outra região. "Temos ainda o comércio muito bom. Quando não é na rua, é no shopping." Mas o conforto tem preço. "O IPTU é muito caro. Se mudasse para a rua de cima, que já pertence a Nova Lima, pagaria um décimo do valor do imposto", afirma.

Ronaldo Dolabella/Encontro
O advogado Henrique Mourão com a mulher, Maisa, as filhas Júlia e Luiza e o neto Gabriel: "Apesar de estarmos muito perto de lojas e bares, há silêncio e não tem confusão de trânsito", diz Maisa (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
O prédio onde mora a família do advogado Henrique Mourão foi um dos primeiros a serem construídos por ali. Da varanda do apartamento, eles têm vista privilegiada de toda a cidade, que chega até mesmo ao estádio Mineirão e ao aeroporto de Confins. E é definitiva, já que o edifício fica exatamente na divisão com a parte residencial. Do outro lado, enxergam a Lagoa Seca, pessoas praticando atividades físicas e as crianças brincando nos fins de semana. "A vista foi determinante na hora de comprar o apartamento", diz Henrique.

Eles chegaram ao bairro há 18 anos. "Aqui é planejado, com ruas largas, calçadas padronizadas e área residencial separada da comercial", afirma o advogado. Sua mulher, Maisa do Couto Silva Mourão, também cita vantagens. "Apesar de estarmos muito perto das lojas e bares, há silêncio e não tem confusão de trânsito", diz.

As filhas Júlia, Luiza e Joanna passaram a juventude no bairro. O filho de Júlia, Gabriel Mourão, de 13 anos, mora com a família e estudou até o ano passado em colégios do bairro. Até os 12 anos, ficou na Fundação Torino e agora está no Edna Roriz. Joanna mora com o marido, Daniel Artuzo, e o filho, Lucas, de 2 anos, a três quarteirões da casa dos pais. A proximidade facilita o encontro nos almoços organizados com frequência por Maisa. E geralmente a reunião da família é na varanda, área preferida de todos. Das janelas, é comum avistar festas na vizinhança. "As pessoas são bem civilizadas. Começam e terminam cedo os eventos", diz Michel. "O bairro é alegre, com gente de todas as idades", completa Maisa. Eles já se adaptaram às temperaturas mais baixas da região. "Antes usávamos aquecedor no apartamento. Hoje é mais comum o ar-condicionado", diz Júlia.

A família costuma evitar o horário de rush no trânsito, que segundo eles acontece entre 7h30 e 9h e das 17h30 às 19h. "Se continuarem com a construção desordenada na região do Seis Pistas, daqui a pouco não vai ter como sair do Belvedere", afirma Henrique. Na sua avaliação, é preciso ter uma política comum de estrutura para os bairros na região metropolitana de Belo Horizonte. "Nova Lima mudou a vocação. Antes era de mineração e agora é região de condomínios", diz. Ele reclama ainda da falta de segurança no bairro. "O policiamento está precário. Acho que isso é reflexo da cidade", diz. Também do preço cobrado para serviços, como bombeiro hidráulico e eletricista. "Aqui tudo é mais caro. Tem o padrão Belvedere", brinca.

Alexandre Rezende/Encontro
O empresário Eduardo Véras, a mulher, a advogada Patrícia Campos de Castro, e as filhas, Sofia (com o hamster Pipoca) e Helena, moram em prédio na última rua do Belvedere: "Nem parece que estamos na cidade", diz Patrícia (foto: Alexandre Rezende/Encontro)
Para muitos, o fato de ser um bairro plano ajuda bastante. O empresário Eduardo Véras mora com a mulher, a advogada Patrícia Campos de Castro, e as filhas, Sofia e Helena, em um prédio na última rua do Belvedere e elogia a topografia. "É bom para andar a pé e de bicicleta", diz Patrícia. "Temos de tudo por aqui, mas é muito calmo. Nem parece que estamos na cidade", diz. A ocupação da região, segundo Eduardo, foi bem estruturada, com distribuição equilibrada, ruas largas e prédios distantes. "Aqui não se vê janela de um apartamento com a de outro", observa. As filhas estudam na Fundação Torino e fazem natação e inglês nas redondezas do apartamento.

O casal é amigo da vizinhança do prédio. Eduardo participa de clube de charuto dos moradores, com encontros quinzenais. Ele e a mulher costumam sair do bairro só para trabalhar.  Eduardo tem escritório no Seis Pistas e gasta cerca de 10 minutos de carro para chegar lá. Patrícia trabalha na Savassi e demora de 20 a 30 minutos no deslocamento. Eles tentam fugir do trânsito do bairro entre as 17h e 19h. "O problema é que não houve planejamento viário para escoar os bairros de Nova Lima", afirma o empresário. "Os moradores que querem ir de lá para BH precisam passar pelo Belvedere", completa.

Assim como a maioria dos moradores, Eduardo reclama do valor alto do IPTU. "É um dos metros quadrados mais caros de Belo Horizonte. E não tem a contrapartida de estrutura. Há muitos buracos nas ruas e problemas de segurança", diz. Mas, ao colocar na balança as vantagens e desvantagens, não precisa nem pensar para responder: "Se eu fosse mudar de casa, procuraria outra aqui no bairro mesmo".

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