Sob os holofotes em Brasília

Em seu primeiro mandato, o deputado federal Rodrigo Pacheco foi eleito um dos parlamentares mais influentes do Congresso. Mas ele sonha alto e quer ser candidato ao governo de Minas

por Alessandro Duarte 03/01/2018 14:19

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Bruno Peres/Esp. Encontro/D.A. Press
O deputado federal Rodrigo Pacheco: "As pessoas não me veem como um político tradicional, muito por causa da minha atuação como advogado" (foto: Bruno Peres/Esp. Encontro/D.A. Press)
É com orgulho que o deputado federal Rodrigo Pacheco (PMDB) conta quantas vezes apareceu nas listas de parlamentares mais influentes do Congresso Nacional neste ano: três. Ele foi escolhido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) um dos "cabeças do Congresso", figurou entre os "dez melhores políticos do Brasil" no prêmio Congresso em Foco e foi o primeiro colocado de Minas Gerais no Ranking dos Políticos, elaborado por uma entidade civil que monitora os passos de deputados e senadores. Tudo isso em seu primeiro mandato. "Em Brasília, até você se ambientar com as pessoas, o regimento e a forma de atuação política demora um pouco", diz. "Mas eu considero que me adaptei muito rapidamente à condução do processo legislativo."

Outro feito e tanto para quem é um dos novatos desta legislatura foi ter assumido a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). É a primeira vez na história do Brasil que um parlamentar de primeiro mandato assume o posto. Escolhido por unanimidade por seus parceiros de comissão, essa foi não apenas uma vitória pessoal de Rodrigo, mas também para o estado. Desde 1983 Minas Gerais não elegia um presidente da CCJ. E justamente neste ano os holofotes se voltaram para ela. A comissão precisou apreciar duas denúncias de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer, enviadas pela Procuradoria Geral da República. Na primeira, em julho, o relatório do deputado fluminense Sergio Zveiter foi favorável à aceitação da denúncia. Na segunda, em outubro, o relatório do deputado Bonifácio Andrada pediu seu arquivamento. A atuação considerada serena de Rodrigo agradou tanto à oposição quanto ao governo – ainda que não necessariamente os dois no mesmo momento. Ele se despede da presidência no fim do ano com o sentimento de dever cumprido. "Pauto a minha vida pública por alguns princípios e diretrizes: ter coragem sem arrogância; humildade sem submissão; e honestidade, inclusive a honestidade intelectual na condução daquilo que eu faço", afirma. "Eu busquei exercer isso na CCJ."

Apontado como possível candidato ao governo do estado em 2018, Rodrigo não nega que esse seja mesmo seu desejo. Quer que o PMDB rompa a aliança com o PT no estado e lance candidato próprio. "Isso independentemente da minha candidatura", diz. "Se minha tese não sair vencedora, pensarei o que fazer." Especulações não faltam. Seu nome já foi aventado como possível candidato do PSDB ou do DEM, com o apoio dos tucanos. Sobre a procura pelo eleitorado por outsiders da política, ele acredita que se encaixa nesse perfil. "As pessoas não me veem como um político tradicional, muito por causa da minha atuação como advogado. Isso pode contar a meu favor em um cenário carente de lideranças como o atual."

A ida para Brasília só teve um dessabor. Logo em seu primeiro mês de mandato, passou por uma bateria de exames e descobriu que seu índice de glicemia estava em 300 (a partir de 100 já é considerado preocupante). "Quando perguntam se a minha diabetes é do tipo I ou II, digo que é eleitoral", brinca. Entre reuniões e discussões plenárias, tem dificuldades de se alimentar de três em três horas, rotina imposta pelo diabetes. "O padre Luiz Couto, deputado da Paraíba, sempre me abençoa e me leva uma bolacha, para eu não ficar muito tempo sem comer." Há espaço para gentilezas em Brasília.

  • Rodrigo Pacheco, 41 anos
  • Nasceu em Porto Velho (RO), mas foi criado em Passos, no Sul de Minas
  • Separado, 1 filha
  • Advogado
  • Deputado federal (PMDB), no primeiro mandato; presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ)

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