Bairro Mangabeiras é privilegiado também na área da educação

Bilinguismo, área abundante, propostas pedagógicas alternativas. A região conta com escolas de ponta, sendo o forte as educações infantil e fundamental

por Marina Dias 15/05/2018 14:51

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Violeta Andrada/Encontro
A advogada Ana Sílvia Vasconcellos e o marido, Pedro Vasconcellos, com os filhos Bernardo e Gabriel, na Visconde de Sabugosa: "É uma escola pequena e que trabalha a socialização e a alfabetização muito bem. Isso deu segurança ao Bernardo quando saiu da sala de oito coleguinhas para uma escola maior", diz Ana Sílvia (foto: Violeta Andrada/Encontro)
A advogada Ana Sílvia Vasconcellos sai do bairro Cruzeiro toda manhã para levar seu filho Gabriel, de 2 anos, para a escola infantil Visconde de Sabugosa, no Mangabeiras. Já fazia o mesmo com o mais velho, Bernardo, que neste ano foi para o ensino fundamental, em outro colégio. Apesar de haver escolinhas mais próximas de onde moram, Ana e o marido, Pedro Vasconcellos, optaram pela Visconde por já conhecerem - e admirarem - a proposta da instituição. "É uma escola pequena, com abordagem construtivista, onde o ensino é muito individualizado e que trabalha a socialização muito bem", explica Ana Sílvia. "A alfabetização também é forte, e isso deu segurança ao Bernardo quando saiu da sala de oito coleguinhas para uma escola maior, permitindo que ele focasse mais na adaptação ao novo espaço."

A instituição, que tem 71 alunos atualmente, está no Mangabeiras há 44 anos. A casa já foi projetada para ser escola e a configuração é pensada para a mobilidade dos pequenos. As salas são voltadas para o pátio central, com espaço à beça para os pequenos brincarem. Além disso, os menorzinhos ficam mais perto dos banheiros e da cozinha, e os maiores,que já são capazes de percorrer os trajetos por conta própria e a quem é interessante desenvolver essa autonomia, ficam mais distantes. "O clima aqui é gostoso, a rua é tranquila, e temos sempre visitas de passarinhos pela manhã", diz a diretora pedagógica, Lilian de Oliveira Costa. A rua é basicamente residencial, tem pouco trânsito e pouco barulho, o que facilita até a procura de vagas na porta pelos pais.

Ronaldo Dolabella/Encontro
A dermatologista Lara Gambogi soube da escola Future, onde estuda seu filho Vitor, quando uma amiga praticava corrida na Bandeirantes e viu o espaço em obras: "Eu queria uma escola bilíngue e já tinha visitado algumas, mas, quando entrei aqui, soube que era onde eu iria colocá-lo" (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
O fato de o bairro ser predominantemente composto por casas e lotes com bons espaços foi importante também para a pedagoga Lívia Gasparini ao escolher onde hospedar a escola infantil bilíngue Future, inaugurada no início de 2017. Localizada na avenida Bandeirantes, a instituição tem espaços temáticos para cada área de conhecimento (sala de línguas, sala de matemática e lógica, de ciências, musicalização, entre outras), além de trilha para velotrol, fontes de água para matar o calor no verão e até uma minicidade, com direito a supermercado, farmácia e petshop. Segundo a diretora, a centralidade da região e a segurança da rua também foram fatores considerados. "Há sempre movimento por lá, de dia ou à noite."

A dermatologista Lara Gambogi ficou sabendo da escola no ano passado, antes mesmo de a obra estar pronta, por meio de uma amiga que viu a construção da Future enquanto praticava corrida na avenida. "Eu queria uma escola bilíngue e já tinha visitado algumas, mas, quando entrei aqui, soube que era mesmo onde eu iria colocar meu filho", conta. O pequeno Vitor, de 2 anos e 4 meses, já entende bem e até fala termos em inglês, pois todas as aulas a partir do maternal 1 são dadas na língua (exceto na fase do letramento, em que há aulas em português duas vezes na semana). O programa é feito em parceria com a Cultura Inglesa e a escola, construtivista, tem uma filosofia global. "Celebramos festas de vários países do mundo e buscamos, para passar para os alunos, o que é relevante em termos globais", explica Lívia.

Ronaldo Dolabella/Encontro
A diretora da escola bilíngue Future, Lívia Gasparini: a centralidade da região e a segurança na avenida Bandeirantes, sempre movimentada, pesaram na escolha de ir para lá (foto: Ronaldo Dolabella/Encontro)
Em termos de construtivismo, uma das principais referências de BH é o Balão Vermelho. Fundada em 1972 como escola infantil, a instituição foi para a avenida Bandeirantes em 1987, e desde então está no bairro. Precursor dessa proposta pedagógica no estado, o grupo Balão Vermelho hoje abarca desde crianças de 1 ano até adolescentes no recém-inaugurado ensino médio, no Colégio Mangabeiras Parque, em parceria com outra referência na área, a Escola Parque do Rio de Janeiro.

Quem passa pela badalada avenida já percebeu que o Balão não está mais lá. Há quatro anos, mudaram-se mais para perto da Praça do Papa, no imóvel onde era o Instituto Libertas e, antes disso, o colégio Zilah Frota - uma área de quase 10 mil metros quadrados com bastante verde. A mudança se deu quando estavam precisando de mais espaço físico, e atualmente o prédio da Bandeirantes está em reforma. O plano é passar o ensino médio para lá em breve. Segundo Maria Elena Latalisa de Sá, uma das fundadoras e diretoras da instituição, a grande área verde aberta e horizontal da nova sede é muito boa, mas não é definidora de um bom colégio. "O espaço é facilitador, mas pode-se fazer uma boa escola mesmo embaixo de uma árvore", diz Leninha, como ela é conhecida. Ainda assim, quanto mais árvores, melhor.

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