De olhos atentos e gestos seguros, a artesã fala com entusiasmo sobre sua saga para reavivar a memória do bordado em Minas Gerais. "É inaceitável não termos um espaço adequado para fundar um memorial. O bordado está no DNA da nossa história. É uma tradição dos nossos antepassados e uma forma de expressão", enfatiza. Ainda hoje, bordadeiras da década de 1960, como Lygia Mattos, são sinônimo de requinte e mineiridade. Ícone dos bordados finos feitos à mão, suas relíquias caíram nas graças da nobreza da Europa e dos Estados Unidos, tanto que a marca belo- horizontina segue sendo referência de bom gosto no Brasil e exterior. Maria acompanhou de perto a trajetória do bordado no estado, assim como o surgimento de suas novas vertentes.
