
Mas os compradores não se convenceram a pagar preços “premium” por um veículo com a logomarca Mercedes-Benz derivado do Nissan Frontier (Navara na Europa), parte do acordo de cooperação industrial da Daimler (empresa mãe da Mercedes) com a Renault-Nissan. As vendas globais do Classe X em 2018, seu primeiro ano cheio no mercado, atingiram apenas 16.700 unidades na Europa, Austrália e África do Sul. Cerca de 10 mil foram vendidas nos nove primeiros meses do ano, de acordo com a Mercedes-Benz. Nos Estados Unidos, onde a demanda é maior para picapes grandes, a venda do Classe X nem chegou a ser cogitada.

O Classe X pretendia ser o pilar central da estratégia global dos comerciais leves Mercedes-Benz. Ele estava voltado para grupos diferentes de clientes, desde fazendeiros na América do Sul, empreiteiros na Austrália, famílias no Brasil e nichos de clientes individuais, seguidores de tendências na Europa e África do Sul. A Mercedes deu ao Classe X caraterísticas mais complexas e caras tipicamente encontradas em automóveis de passageiros, em comparação com as plataformas gêmeas do Frontier (Navarra) e do Renault Alaskan.

O Volkswagen Amarok enfrenta desafios muito semelhantes aos do Classe X. Deve ser por isso que o sucessor da Amarok será baseado no Ford Ranger, o que permitirá economia nos custos de desenvolvimento para um modelo de baixa escala de vendas. É com essa fórmula que a VW conta para garantir a sobrevivência da sua sofisticada pick-up.