
Ainda criança, na cidade de Varginha (MG), quando nem se dava conta do que era arte, lembra que a curiosidade por descobrir coisas novas lhe descortinou formas diferentes de perceber o mundo. Construía brincadeiras e desenhava tudo aquilo que observava. Com o passar do tempo, desenvolveu um olhar atento que o ajudou a explorar sua criatividade e exercitar a sensibilidade. "Eu me lembro de pegar às escondidas batons na bolsa da minha mãe para desenhar nas paredes da casa", diz ele. Na adolescência, passou a frequentar um curso livre de desenho e pintura, período em que também contribuiu com aulas de arte para crianças, em troca de bolsa de estudos.

Na pintura, Pedro busca o registro de uma paisagem fantástica, para além do que os olhos podem ver. Dando uma atenção especial aos vazios de cores chapadas e intensas em contraponto a transparências das pinceladas que permeiam os elementos que estruturam a composição, realiza pinturas em acrílico sobre tela, tinta a óleo e guache. Pedro não economiza em suas referências artísticas, com destaque para Ronaldo Fraga e María Eugênia Salcedo Repolês. "São pessoas que me mostraram caminhos para compreender a arte de forma maior e grandiosa." Por meio de suas experiências, ele diz que compreendeu a importância da arte como dispositivo político e social dentro dos vários setores da sociedade, e todo o seu poder de transformação. Atualmente, se prepara para sua primeira exposição individual, que será apresentada com obras inéditas na recém-inaugurada Galeria Acaiaca, no centro de Belo Horizonte.