
Assim, a pintura passou a ocupar um lugar cada vez mais importante na vida de Ivan. “Hoje, procuro transformar aquilo que observo, sinto e reflito em cores, formas e imagens. Talvez essa passagem das exatas para a arte diga muito sobre quem sou: alguém que passou grande parte da vida lidando com a razão e que encontrou, na maturidade, a liberdade de também se deixar conduzir pela sensibilidade”, afirma. Sua nova carreira dá mais um passo entre 7 de outubro a 7 de novembro, quando ele faz sua primeira exposição, na galeria da Maison da Arte, na Savassi.

Ele enfatiza que não quer ficar preso a uma única técnica ou fórmula: “Tenho experimentado desenho, pastel seco, aquarela, carvão e, principalmente, a pintura com tinta acrílica. Cada técnica me oferece uma maneira diferente de dizer alguma coisa”.
Para Ivan, a arte tem o poder de transformar o olhar das pessoas. Ele afirma que, quando começou a estudar História da Arte, imaginava que o Renascimento seria o período que mais o encantaria, mas depois ficou fascinado pelo Barroco e o uso da luz e a sombra. Em seguida, se encantou pelo Impressionismo e pelo Pós-Impressionismo. “Percebi que cada período, escola e artista tinha uma maneira própria de olhar e interpretar o mundo”, conta. Os artistas que mais o marcaram foram Rafael de Sanzio, Caravaggio, Renoir, Van Gogh e Picasso. Dos mineiros, ele admira Yara Tupynambá, Glauco Moraes, Mario Mariano e Carlos Bracher e “aqueles que iniciaram suas carreiras na Escola Guignard”.
