Estado de Minas PERFIL

Fundadora da Tyyli, Lígia Lapertosa fala sobre casamento, carreira e BH

Empresária vive nova fase aos 32 anos, prepara celebração religiosa com Pedro Dalla Stella e relembra lugares e afetos da capital mineira


postado em 06/10/2026 10:15 / atualizado em 06/10/2026 10:33

Lígia Lapertosa é empresária, designer de moda, criadora de conteúdo e comunicadora (foto: Adalberto Rodrigues/Divulgação )
Lígia Lapertosa é empresária, designer de moda, criadora de conteúdo e comunicadora (foto: Adalberto Rodrigues/Divulgação )
São muitos os predicados que definem a identidade da designer de moda, empresária, comunicadora e criadora de conteúdo Lígia Lapertosa Dalla Stella. No entanto, neste momento, o amor está no ar. Um sentimento de “apaixonamento diário” a faz ter coração e mente abertos para a nova fase de sua vida. Aos 32 anos, está recém-casada com o advogado e fundador da Salácia Capital, Pedro Sprenger Dalla Stella, de 38. A cerimônia civil da mineira de Belo Horizonte com o paranaense de Curitiba ocorreu em junho deste ano, e a celebração religiosa será em outubro.

 

Ao se apresentar, Lígia revela que se vê, antes de tudo, como uma pessoa curiosa e apaixonada por criar. A moda foi o caminho para transformar a criatividade em profissão, mas a mulher por trás da marca é bem mais ampla: “Sou mineira, filha, irmã, tia, amiga, agora esposa, empreendedora e uma pessoa que valoriza as relações e as experiências que vou construindo ao longo da vida”.
 
A fundadora da marca Tyyli também tem seu lado sonhador, mas sem deixar de ser prática. O que mais a define é a capacidade de transitar entre a imaginação e a realização: “Posso passar horas pensando em uma roupa, imagem ou ideia, mas também quero entender como aquilo vai sair do papel, ser produzido e chegar às pessoas”. 
 
Dividindo-se entre BH e São Paulo — cidades que representam o equilíbrio entre suas raízes e novas possibilidades —, ela carrega os valores ensinados pelos pais, Maria Cristina e Maurício: acolhimento, independência e a importância de fazer as coisas com verdade. Para Lígia, preservar a essência é fundamental. Ao lado das irmãs Luiza e Norah, aprendeu que, independentemente de onde estiver, suas raízes em BH funcionam como uma espécie de porto seguro.
 
Como mulher de negócios, ela lembra que a Tyyli — ateliê especializado em atendimento personalizado e sob medida para noivas e festas — cresceu junto com ela. Ao longo de 15 anos, aprendeu a desenhar, escolher tecidos, acompanhar a produção e gerenciar a equipe, descobrindo no processo a sua própria identidade profissional. Essa capacidade de comunicação também se estende às redes sociais, onde tem 22,1 mil seguidores e preza pela autenticidade: “Conteúdo bom precisa ter verdade. As pessoas que me acompanham reconhecem ali partes da mesma Lígia que existe fora da internet”.
 
Em 2026, a empresária realiza um de seus maiores desejos: o casamento com Pedro, oficializado no civil em 27 de junho. Para ela, viver esse sonho supera as expectativas: “Existe uma diferença entre sonhar com uma vida e começar, de fato, a construí-la a dois. Hoje, penso mais em casa, família e projetos em conjunto”. A maternidade também faz parte dos planos, mas sem pressa: “É um desejo que existe em mim, mas gosto de pensar que cada coisa tem o seu tempo”.
 
Diante da rotina agitada, Lígia busca balancear compromissos com momentos de pausa, seja para tomar sol, ir à praia com o marido surfista ou curtir uma manhã de skincare. Os próximos passos já estão definidos com a determinação que lhe é característica: uma celebração de três dias em outubro na praia de Paúba, em São Sebastião (SP). Ainda assim, ela mantém espaço para as surpresas do caminho: “Quero continuar fazendo planos, mas sem fechar as portas para aquilo que eu ainda nem consigo imaginar”.
 
Objetos

Memória afetiva
 
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
“Esta boneca é um dos objetos mais inusitados e afetivos que tenho. Meu pai me deu no Dia das Crianças quando eu já tinha 20 e poucos anos. Justamente por isso, talvez, ela tenha se tornado ainda mais especial. Foi um gesto tão espontâneo e carinhoso que acabou virando uma memória que guardo com muito amor. Tenho um carinho enorme por ela.”
 
De geração em geração
 
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
“Todas as mulheres da família usam esse medalhão no casamento desde a época da minha bisavó, Maria Rolla Rebello Horta. É uma tradição e, talvez, um dos objetos de maior significado para mim. Ele pertenceu à minha avó, Luiza Jardim, à minha mãe e, agora, chegou a minha vez. Vou usá-lo no meu casamento religioso, em outubro, e acho lindo pensar que vou carregar um pedacinho das mulheres que vieram antes de mim.”
 
Do passado se faz futuro
 
 (foto: Thaís Netto/Divulgação )
(foto: Thaís Netto/Divulgação )
“Minha aliança tem um significado enorme porque foi feita com o ouro derretido de uma joia que pertencia à avó do Pedro. É uma história construída com uma peça que veio da família dele para dar forma a uma nova joia que passa a representar a nossa família. Acho esse simbolismo lindo. É como se o passado se encontrasse com o presente para dar início a algo novo.”
 
Noiva e profissional
 
(foto: Victor Barros/Divulgação )
(foto: Victor Barros/Divulgação )
“Meu vestido de noivado é especial por muitos motivos. Foi uma criação minha, executada pela equipe da Tyyli, e também o primeiro vestido de noiva que vesti na vida. Por trabalhar há tantos anos na área, já criei e acompanhei as histórias de inúmeras mulheres. No entanto, vestir um vestido de noiva pela primeira vez para o meu próprio noivado foi completamente diferente. Ele representa o momento em que minha profissão e minha vida pessoal se encontraram da forma mais bonita.”
 
Pensar em Você
 
 (foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)
“O Pedro me deu este pequeno Buda depois de visitar um templo budista em São Paulo. Gosto da história por trás dele: ele poderia ter conhecido o lugar e apenas seguido o dia, mas lembrou-se de mim. É isso que torna certos presentes especiais — não necessariamente o objeto em si, mas o fato de alguém ter pensado em você enquanto vivia outra experiência. Hoje, ele está na nossa casa e virou uma lembrança constante desse gesto de carinho.”

Convite para a vida toda

 (foto: Adalberto Rodrigues/Divulgação )
(foto: Adalberto Rodrigues/Divulgação )
“Nosso convite de casamento acabou virando um quadro. A criação é de uma grande amiga e madrinha da nossa união; a arte e a montagem foram feitas em Minas, e o bordado manual é do Sul. É um objeto que reúne pessoas, lugares e afetos essenciais para nós. O mais bonito é saber que, depois de cumprir a missão de convidar, ele ganhou uma segunda vida dentro da nossa casa e na das pessoas que amamos.”

 A BH que eu amo
 
Mirante próximo à Praça do Papa “É um dos lugares de que mais gosto em BH e tem uma memória especial porque foi um dos primeiros locais onde levei o Pedro. Gosto da vista e da sensação de estar ali, vendo a cidade de cima. É um daqueles lugares que têm tanto a ver com Belo Horizonte quanto com a minha própria memória afetiva.”
 
Restaurante Hacienda “Faz parte da minha história e guarda muitas memórias boas. Uma das mais especiais foi quando levei o Pedro pela primeira vez para conhecer minhas amigas. Apresentar quem você ama aos seus amigos é uma forma de começar a misturar mundos. Ali ele passou a conhecer um pouco mais da minha vida, das minhas amizades e da minha BH no começo da nossa história.”
 
Shopping DiamondMall
 
“Tem um significado especial porque acompanha uma parte importante da minha trajetória profissional. A Multiplan acreditou na minha versão como comunicadora e me deu espaço. Acompanhei de perto a evolução do shopping e fiz parte da sua expansão. Por isso, existe uma ligação tanto afetiva quanto profissional.”
 
Mercado Central
 
“Faz parte das minhas memórias de infância. Hoje não é um lugar que frequento tanto, mas ia muito com meu pai e, por isso, tenho uma relação de carinho com ele. Os cheiros, os sabores, o movimento, as pessoas, os queijos e os doces fazem parte da nossa cultura. É um espaço que me conecta com as minhas raízes e com uma BH mais familiar, que vivi desde pequena.”
 
Tyyli Atelier 
 
“O ateliê atual da Tyyli representa uma conquista. Durante anos, ele funcionou na casa dos meus pais. Foi ali que tudo começou, a marca cresceu e construí grande parte da minha história com a moda. Hoje, este espaço representa independência, trabalho, criatividade e todas as escolhas que fiz na minha trajetória. É um lugar que materializa uma parte importante do meu sonho de juventude.”
 
Lagoa da Pampulha 
 
“Um lugar de que gosto muito e que guarda uma memória simples, mas especial: tive ali alguns dos meus melhores (e piores) treinos e provas de corrida. Gostava da sensação de correr ao redor da lagoa e de ter aquele momento só meu ou compartilhado com as amigas. Hoje não corro mais, mas tenho um carinho enorme por essa lembrança.”
 
São Bento 
 
“Frequentei o bairro durante toda a infância e adolescência. Lá fica a escola em que estudei e onde vivi as primeiras experiências de independência, como andar a pé sozinha e circular pela cidade com mais liberdade. Restaurantes e locais daquela época fecharam, novos espaços surgiram, mas algumas ruas continuam carregando as mesmas memórias. Na avenida Bento Simão fiz alguns dos meus primeiros treinos de corrida — foi um dos lugares onde comecei a construir minha própria relação com a cidade.”

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