Chocolate amargo ajuda o cérebro e o sistema imunológico, diz estudo

Quanto maior o teor de cacau, mais benéfico é o efeito do produto

por João Paulo Martins 26/04/2018 08:45

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(foto: Pixabay)
O consumo de chocolate amargo pode reduzir o estresse e a inflamação no organismo, além de melhorar a memória, a imunidade e o humor, segundo estudo realizado nos Estados Unidos. Essa característica se deve à alta concentração de cacau – uma importante fonte de flavonoides. Estas substâncias encontrados no fruto são antioxidantes extremamente potentes e agentes anti-inflamatórios, com mecanismos reconhecidamente benéficos para a saúde cerebral e do sistema cardiovascular, explicam os pesquisadores.

"Durante anos, analisamos a influência do chocolate amargo nas funções neurológicas do ponto de vista do teor de açúcar, ou seja, quanto mais açúcar, mais felizes estamos. Porém, esta é a primeira vez que analisamos o impacto em humanos do cacau concentrado em doses tão pequenas quanto uma barra de chocolate de tamanho normal, durante curtos ou longos períodos de tempo. E ficamos encorajados com as descobertas", comenta o pesquisador Lee S. Berk, da Universidade Loma Linda, na Califórnia (EUA), um dos principais autores do estudo.

O chocolate escuro também foi associado à capacidade de regulação do sistema imunológico e à melhoria da rede neural e da percepção sensorial. O consumo de cacau ajuda na ativação de células T, que atuam na resposta imune do organismo. "Nosso estudo mostra que quanto maior a concentração de cacau, mais positivo é o impacto na cognição, memória, humor, imunidade e outros efeitos benéficos", observa Berk.

Os resultados foram apresentados na conferência Biologia Experimental 2018, realizada em abril deste ano em San Diego, na Califórnia, Estados Unidos.

Para a realização do teste, a equipe de cientistas americanos examinou, de forma inédita, o impacto de doses concentradas de cacau. Foi avaliada a resosta do cérebro ao consumo de 48 g de chocolate amargo (70% de cacau) após um período de 30 minutos e, mais uma vez, após 120 minutos.

Segundo Lee S. Berk, apesar dos resultados animadores, é preciso que se faça uma investigação mais aprofundada, especificamente para determinar o significado desses efeitos para as células do sistema imunológico e para o cérebro de um grupo bem maior de pessoas.

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